quinta-feira, 30 de abril de 2009

Reformando um apartamento 03 – Pequenos problemas....

A obra continua em pleno vapor e os problemas não param de chover na minha cabeça!!! Esta semana pensei em falar das outras coisas legais que têm rolado na minha vida além da obra - eu juro, existe vida além dos tijolos! – mas como quando falamos em obra a coisa é frenética, não vou resistir a contar para vocês os últimos acontecimentos.

Ontem à noite o material de acabamento chegou, assim que o caminhão apontou, o empreiteiro me ligou e fui correndo conferir os itens. Como não poderia deixar de ser, veio faltando um monte de coisa! Acho que está para nascer o dia em que a loja de materiais de construção vai entregar um pedido completo. Hoje já liguei para a lá e o vendedor prometeu o saldo para o fim da semana. Também tivemos alguns itens trocados, como o piso da cozinha de dos banheiros que veio em uma cor mais clara do que a que havíamos escolhido. Neste caso foi até bom, pois esta era a cor desejada, mas a outra era a promocional. Melhor cor pelo melhor preço é sempre o ideal!

Na execução, o último problema que tivemos foi um cano de água do vizinho de baixo que estava completamente apodrecido e que na hora de fazer o desvio de mudança da parede, não aguentou nova solda. Conclusão: teremos que trocar toda a tubulação. O desvio dos canos no teto também foi feito em uma altura mais baixa do que a desejada, mas resolverei alterando um pouquinho a altura do rebaixo de gesso.

Com os materiais de acabamento, estamos com um probleminha: resolvemos trocar o piso da sala depois da primeira compra de materiais de acabamento e quando voltamos à loja para comprar mais, cadê que encontrávamos a mesma variação do tom. Neste tipo de piso, além de especificar a cor e a linha, também são identificadas as variações de tom das caixas, para que não haja diferenciação na hora do piso aplicado. Resultado: vamos ter que trocar o piso que compramos por outro que seja todo do mesmo tom, só que 25% mais caro! Esperaremos uma promoção que vai acontecer na próxima semana para ver se pinta algo legal.

Das novidades que encontrei no mercado, a que achei mais legal foi uma válvula de descarga da Hydra com dois botões de acionamento: um para descarga de três litros e outro para descarga completa. O fabricante promete até 40% de economia. Super ecológico e o acabamento é uma gracinha; o design inclusive é premiado! Além do mais o custo benefício é fantástico se levarmos em consideração que o investimento é maior em menos de cem reais e a economia de água acontecerá enquanto a peça estiver em bom estado (no mínimo, uns 10 anos).

Na última semana também compramos as pedras para as bancadas das pias dos banheiros e da cozinha, depois de alguns orçamentos. Finalmente conseguimos nos decidir em meio às muitas opções que temos no mercado. As escolhas foram preto São Gabriel para a bancada da cozinha, utilizando o detalhe de uma pedra seca e outra molhada – isso significa que a pedra molhada tem um pequeno rebaixo para segurar a água da pia –; acabamento em tira americana e frontispício de 15 cm. Para o banheiro do casal escolhemos o Crema Marfil selecionado, uma pedra em tom de bege muito bonita; e para o banheiro da suíte fomos de Carrara. Ambas as bancadas foram projetadas com saia bem farta de 15 cm e frontispício de 15 também. O material vai chegar na obra na terça da semana que vem e quem sabe no próximo post já possa trazer a foto delas no lugar...

Notícias da barriguda. Só para não deixar vocês desinformados, a gestação vai bem, apesar dos sintomas estarem bem diferentes da gravidez do Guilherme. Estou super enjoada e bem indisposta nos últimos dias, mas nada de grave. Já coletei sangue e urina para exames e tenho uma ultra marcada para a outra semana. Assim que saírem os resultados, que se Deus quiser serão ótimos, eu aviso. Aproveito para agradecer o carinho de todos em meu último post sobre a boa nova.


segunda-feira, 27 de abril de 2009

Diário de Bordo: Bariloche - Parte I

E eu voltei com mais um diário de bordo, dessa vez de Bariloche. Como disse no post anterior, saímos de Buenos Aires rumo à neve de San Carlos de Bariloche. Todos estavam excitadíssimos com a viagem. Alguns do grupo (10 pessoas) haviam ido no ano anterior e estavam repetindo a aventura, outros, como eu, estavam estreando seus pezinhos naquela neve gelaaadaaa...


1º Dia



Chegamos no aeroporto à tarde. Deixamos as malas na Hosteria e saímos pra fazer um reconhecimento inicial do local e alugar as roupas de esqui. No dia seguinte já estaríamos aprontando todas no alto do Cerro. Nessa voltinha que demos pela cidade no fim de tarde já dava pra sentir o frio. E lá fomos nós, paramentados e preparados.

Hosteria Selva Negra

Eu não conhecia esse termo até começar a planejar a viagem pra Bari. Mas vou dizer que foi a melhor escolha que fiz. Eu prefiro mil vezes deixar as grandes somas de dinheiro pra gastar com passeios e comprinhas do que gastá-lo em hotéis de luxo. Claro que eu amo uma mordomia, uma paparicação e uma sensação de “eu posso” que um hotel bacana proporciona, mas eu ainda fico com as maravilhas que meus olhos podem ver, minhas lentes registrar e minhas prateleiras acumular... hehehe... questão de ponto de vista eu sei. Mas eu não abro mão de uma cama limpa, lençóis decentes e banheiro idem. E foi pela Internet que cheguei até a Hosteria Selva Negra. Defini hosteria como pousada, é exatamente esse o nível, de pousada. Uma ótima e grata surpresa. Preço muito bom, quarto limpo, arejado e com calefação no ponto! Ótima localização, bom atendimento e café da manhã honesto!

O Frio

Pra maioria de nós aquele era o máximo de frio que já sentimos na vida. Os termômetros marcavam na cidade 3°c, 5°c quando tinha um solzinho!! É um frio de matar!! Nós fomos preparados pra isso. Como fomos pra lá em Agosto, passamos o inverno no Rio visitando cidades serranas e nos equipando. Não pode faltar na sua mala se você pensa em ir a um lugar desses:

Sobretudo – Pras saídas à noite. Você vai querer visitar um restaurantezinho badalado e vai fazer bonito com um desses. Como usamos pouco aqui no sudeste do Brasil, vale pegar emprestado.

Meias de lã – Baratinhas nas feirinhas das cidades por aí afora, garante que você não será o pé frio da galera. As extremidades são sempre um problema no frio...

Cachecóis – Nós abusamos deles nas comprinhas de inverno. Compramos de várias cores e trocamos entre nós diversas vezes durante a viagem. Eles dão um tchan no visual e ajudam muito a manter aquecidos o pescoço e peito.

Touca – Também adereço que ajuda a enfrentar o frio. Não pense que a cabeça foi feita só pra ter cabelos... ela merece também um touquinha estilosa que ajude a aquecer as orelhas... lembra do que falei das extremidades? Serve pras orelhas. Eu não me fazia de rogada, tava sempre com uma. As trocas eram inevitáveis também, assim como os cachecóis! Hehehe

Luvas – Eu levei um par e usei muito!! Comprei uma de courinho baratinha na Renner que quebrou um galhão!! Tudo que você puder tapar é válido!

Underwear – Calma, não to sendo óbvia e mandando você levar calcinha e soutien ou cuecas. To falando daquelas roupas térmicas que você coloca por baixo da roupa comum. Elas não podem faltar na sua viagem de frio. Você pode esquecer o marido ou a mulher no aeroporto, mas não deixe de levar ou se programar pra comprar lá a sua. Você vai usá-la tanto pra encarar a neve nos passeios diurnos como para as saídas noturnas nas noites mais frias. Como em todos os estabelecimentos tem calefação (sistema de aquecimento do ambiente, ar condicionado às avessas) você só vai precisar se equipar na caminhada até o seu destino ou ao táxi mais próximo. Chegando lá uma calça jeans segura bem a onda. Eu sempre estava com uma meia até os joelhos que ajudava muito! Underwear à noite usei menos, de dia era item obrigatório pra enfrentar os passeio outdoor!!

Botas, tênis impermeáveis – De novo a história das extremidades. O que mais ouvi dizer era que um pé gelado ou mal aquecido fazia estragar o passeio... então não me fiz de rogada e comprei um tênis impermeável da Timberland. Foi um ótimo investimento, pq por mais que chovesse ou a neve molhasse meu tênis meus pés continuavam enxutos!! Pra esquiar aluguei botas próprias. Pra sair a noite uma botinha cano médio ou longo fazem bem, obrigada!!

Voltando à narrativa, na primeira noite em Bari fomos pro El Boliche de Alberto. Restaurante especializado em Parrilla, churrasco pra nós. A pedida foi o velho e bom bife de chorizo e algumas variações de acompanhamentos. E vinha... pra variar também. Quem escolheu foi o Wagner, mas não me recordo qual foi. Saindo do restaurante, fomos dar uma passadinho no Casino de Bariloche, que ficava exatamente ao lado da Hosteria. Lá foi ponto certo no fim de todas as nossas noites em Bari. Ganhamos alguns pesos e perdemos outros, mas o barulhinho das máquinas caça níqueis era viciante e de qualquer forma conseguimos pagar algum jantar com as moedas ganhas lá... :))



Esse foi o primeiro encontro de todos juntos... Na foto, Vivian (fotografando), Shyrlei, Tosto, Maná, Eu, Mauricio, Wagner, Suzana, Flávia e Fábio.


2º Dia


Acordamos e fomos direto para o Cerro Catedral. Era nosso primeiro contato com a neve e com o esqui, então o dia seria intenso. O tempo não estava muito bom, fazia muito frio e uma chuvinha bem fina nos acompanhava no trajeto. Por conta da chuva dos últimos dias a neve estava pouca no caminho, que naquela época do ano já costuma acumular neve ainda no caminho que leva ao Cerro (montanha).

Chegamos lá, demos uma paradinha numa das lojas de equipamentos da base do cerro pra alugar os esquis e comprar algumas coisinhas. Eu comprei uma luva de esqui... linda e rosa!! rsrsrs. A que alugamos junto com as roupas estava muito ruim e havia molhado. E é aquilo, se a roupa, a luva ou o sapato molhou, o frio fica insuportável e a brincadeira fica prejudicada. Na foto eu e Vi tirando mó onda de esquiadeiras (?), mesmo em baixo de chuva. Nesse dia, por conta dessa chuva não conseguimos esquiar. Nós ainda alugamos o equipamento, fomos pra pista, modalidade infantil, se existisse, mas só conseguimos mesmo umas escorregadas e muitas gargalhadas!! A água transformava a neve num gelo escorregadio que nos jogava no chão todo o tempo. Apesar de catastrófico, nosso primeiro contato com a neve foi divertidíssimo!!



Na noite desse dia fomos jantar no restaurante Famiglia Bianchi. Comida boa, atendimento também. Éramos os único nos andar de baixo do restaurante que não pertencíamos a uma família de argentinos que dividia o recinto conosco. Eles eram barulhentos, bagunceiros, gritavam, gesticulavam, riam alto. Tudo isso com a gente no meio deles. E quando nossa paciência tava esgotando e já pensávamos em reclamar com o dono do restaurante, vem a garçonete avisar que nosso vinho estava pago pelos argentinos alegres e ruidosos e não nos restou outra alternativa que não agradecer e entrarmos na bagunça também!!! hahaha. A noite foi de comida boa e boas histórias!

3º Dia

Como o dia amanheceu ainda instável, não arriscamos sair pra esquiar. Decidimos passear por Bari e conhecer outros cerros que não tem o esqui como atração. O primeiro destino foi o Cerro Campanário.

Um passeio contemplativo, com um visual lindo das Cordilheiras dos Andes. Nós pegamos um ônibus, que passava à beira do lago Nahuel Haupi, cartão postal de Bariloche. É esse lago que aparece nessa foto do amanhecer e que vocês vão ver mais pra frente também. O visual é lindo e existem passeios que exploram o lago, passeando por suas ilhas, mas não tivemos tempo pra encaixar esse roteiro e nesse dia o tempo não era o melhor para esse tipo de passeio. Acredito que na primavera ou até mesmo no outono esse passeio seja muito mais bacana que no inverno, onde o frio deve tirar todo o prazer contemplativo que suas paisagens merecem. Chegando ao Cerro Campanário subimos de aerosilla (teleférico) e chegamos no alto da montanha. Lugar gosto e paisagem totalmente diferente das que nós brasileiros estamos acostumados a ver do alto de nossos pontos turístico, acredito que essa seja a magia que nós da Terra Brasilis vemos em Bariloche e destinos afins. Algumas fotinhos pra ilustrar o que vimos lá do alto!! Na descida do cerro já pudemos ver as nuvens de dissipando e o azul do céu aparecendo... isso é bom!!







Do Cerro Campanário fomos para o Cerro Otto almoçar. Já na subida, que era longa e por ser mais alto o teleférico era fechado, percebemos uns barulhos e algo batendo no nosso kinder ovo... era neve!! Começava a neva no nosso passeio e esse dia foi inesquecível pra todos nós!! Chegamos na estrutura fechada que havia no alto do cerro, e confirmamos a previsão: Estava nevando! Fomos lá pra fora, junto com outros turistas e nos esbaldamos na neve!!! Foi um farra só, não quisemos nem saber que estávamos de calça jeans e que a máquina podia molhar... queríamos era nos divertir e registrar tudo que desse. O resultado? Nós ensopados e felizes!!
Depois da farra fomos almoçar na Confeitaria Giratória, um restaurante que roda, isso mesmo ele roda dando uma visão de 360º do alto do Cerro Otto. Maneiríssimo!!







O jantar desse dia foi no Família Weiss. Sem dúvida o melhor restaurante de Bari. O lugar é lindo, estiloso e a comida maravilhosa. Não me recordo o prato que pedi, uma pena, mas estava maravilhoso. A sobremesa eu registrei... mousse de chocolate maravilhoso!!!






E ainda tem muito mais história dessa viagem... muito mais coisa vista, vivida, registrada... aguardem a parte II .

Então, animados pra esquiar e ver a neve?? Quem sabe no seu próximo roteiro de férias, né? Já sabe o que vai fazer? Eu ainda preciso fazer o meu... quem sabe até o próximo post não decidi e conto pra vocês?!?

Ahhh... tô respondendo todos os comentários nos próprios comentários no fim do dia, não se esqueça de passar aqui de volta. ;)

Boa Semana!!!


sexta-feira, 24 de abril de 2009

Minha vida com o Rei


Sim...sou da geração que foi adolescente nos anos 70. Queríamos um mundo diferente, o que em nossa ótica significava um mundo muito melhor. Para isso, éramos profundamente engajados e compromissados com movimentos como o da contracultura, da luta pelo amor livre, pela emancipação feminina, contra o governo militar, a favor do movimento tropicalista e, se possível, rejeitando sempre o modelinho pop/romântico americano da Jovem Guarda.

Cumpri bem meu papel em quase todos os itens, mas deixar de curtir o som melódico e ingênuo da Jovem Guarda e, especialmente, do Rei Roberto Carlos, jamais consegui. Sim, confesso sem nenhum medo ou vergonha: adoro o Rei, suas canções, seus amores felizes e frustrados, seus amigos, sua mãe, sua definitiva força estranha.

Não pude resistir à ideia de homenageá-lo aqui no meu espaço no blog. Ouço as músicas do Rei desde que me entendo por gente. Aos oito anos já ficava em frente à televisão para assistir na Record o programa Jovem Guarda, apresentado por Roberto, Erasmo Carlos e Wanderléia. O preto e branco da TV não nos impedia o prazer e a alegria de retirar a mesa de centro da sala para dançar ao som dos reis do iê, iê, iê. Santa caretice, Batman! Mas era bom demais.

Pra quem não viveu de perto, a expressão Jovem Guarda foi um formato tupiniquim para o rock americano que surgiu na década de 50 e que ganhou o mundo. O que os cantores faziam aqui nada mais era do que copiar um gênero que mudaria a cabeça, ou pelo menos o prazer musical de muita gente. No Brasil, entretanto, nada naquela época era mais popular do que Roberto Carlos. E em 1966, quando foi lançada a música “Quero que vá tudo pro inferno”, o programa e o Rei ganharam proporções ainda mais grandiosas e Roberto tornou-se a razão e o sinônimo do movimento da Jovem Guarda.

Pois algumas coisas sempre foram tradições na minha vida: almoços de Páscoa, fantasias no Carnaval, grandes comemorações natalinas e o LP do Roberto Carlos em todo mês de dezembro. Isso era quase um estigma. Um novo ano não poderia se iniciar sem a aquisição cabalística de um disco – claro que só conhecíamos as bolachas de vinil – de Roberto. Em alguns dias já sabíamos de cor todas as letras. Na fase mais bíblica do Rei, as festas de Natal eram também momentos para o nosso encontro com os ideais cristãos. Dava uma vontade imensa de cantar “Jesus Cristo, eu estou aqui”. E mesmo quando não dava, como resistir a força espiritual da letra de “O Homem”: “Um certo dia um homem esteve aqui. Tinha o olhar mais belo que já existiu. Tinha no cantar uma oração. E no falar a mais linda canção que já se ouviu. Tudo que aqui ele deixou não passou e vai sempre existir. Flores nos lugares que pisou e o caminho certo pra seguir”,

Adoro as canções românticas do Rei, que mesmo antes da fase mais madura e docemente erótica, já eram razão para suspiros e trilha sonora para os deliciosos romances. A pureza da letra de “Como é grande o meu amor por você” me remete hoje ao mesmo sentimento que sentia e sinto diante das palavras de amor: fico boba e refém. Quem nunca disse ou ouviu dizer algo como, “ nunca se esqueça, nem um segundo, que eu tenho o amor maior do mundo. Como é grande o meu amor por você”. Ou se encantou com proposta de um amor sem hoje nem amanhã, como revela a letra sedutora de “Proposta”: ...eu te proponho nos nos amarmos, nos entregarmos. Neste momento, tudo lá fora deixar ficar. Eu te proponho te dar meu corpo. Depois do amor o meu conforto. E além de tudo, depois de tudo, te dar a minha paz".

Difícil, quase impossível escolher a minha canção preferida do Rei. Adoro a fase sacana de “Os botões”, “Cama e Mesa” e principalmente de “Cavalgada”, que marca muito o meu encantamento apaixonado às vésperas do casamento. Impossível não se deixar tomar por versos como ...“vou cavalgar por toda noite, por uma estrada colorida. Usar meus beijos como açoite e a minha mão mais atrevida. Vou me agarrar aos seus cabelos para não cair do seu galope. Vou atender aos seus apelos, antes que o dia nos sufoque”.

Pra muita gente, nada supera “Detalhes”. Eu, pessoalmente, amo duas canções, todas absolutamente melosas. Uma de amor terminado; outro de amor que se inicia. A primeira é “Ás vezes, penso”, de 1969, e cuja letra inclui trechos primorosos como “ás vezes chego até mesmo a sentir o teu corpo em minhas mãos e te ouço pedir para fazer o que eu quiser, no prazer de te amar até cansar”. A segunda é “Olha”, que quem não lembra ao ouvir apenas o título, certamente reconhece na primeira estrofe: “Olha, você tem todas as coisas que um dia eu sonhei prá mim...”

É claro que também pertenço à geração da MPB, de Chico, Caetano e Gilberto Gil. Atravessei anos da minha vida em filas na porta de teatros atrás de ingressos para shows de Maria Bethânia, Gal Costa e Simone. Mas, curiosamente, na hora de embalar meus filhos, sempre contei com o auxílio luxuoso das canções de Roberto. João Henrique e Ana Luiza carregam em sua pele o toque generoso de uma mãe que os ninava sob o som suave de versos como ...”hoje eu ouço as canções que você fez prá mim...”.

Poderia falar durante horas das canções de Roberto e cantar uma parte razoável das quase 500 músicas que compõem seu vasto e, em sua absoluta maioria, lindo repertório. Mas só quis me unir aos que, durante essa semana, homenagearam o Rei pelos 50 anos de carreira. E até poderia terminar o post com a letra de Emoções, infalível presença nos shows e apresentações do Rei. Mas deixo para o final um trecho de uma letra linda – da música "Eu te amo tanto" - e que resume, ou reúne, tudo aquilo que fez do cara um verdadeiro e atemporal ícone da música brasileira. Fala sério: Roberto é bom demais! Até a próxima sexta!!!

Eu não me acostumo sem seus beijos, e não sei viver sem seus abraços
Aprendi que pouco tempo é muito, se estou longe dos seus braços
E por isso eu te procuro tanto e te telefono a toda hora,
Pra dizer mais uma vez "te amo", como estou dizendo agora
Faço qualquer coisa nessa vida pra ficar um pouco do seu lado
Todo mundo diz que não existe ninguém mais apaixonado.
Meu amor, você é minha vida. Sua vida eu também sei que sou
Cada vez mais juntos, quem procura por você sabe onde estou
Olha, eu te amo tanto e você sabe. Sou capaz de tudo se preciso
Só pra ver brilhar a todo instante, no seu rosto esse sorriso

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Lucia no mundo dos bebês

Como alguns já ficaram sabendo aqui, me descobri grávida do segundo filho(a) na última quinta feira. Não foi exatamente uma gravidez programada, mas - sem dúvida nenhuma - é super bem-vinda. Este é um estado de graça para qualquer mulher! Além do mais, tenho que convir que de todos os papéis que desempenho nesta vida, o de mãe é o que mais me agrada e realiza.

Confesso também que depois da euforia e da felicidade inicial vieram a preguiça, o medo, as dúvidas e a culpa. Preguiça de pensar na possibilidade de engordar 23 kg novamente e depois ter que correr léguas na esteira para perder tudo; medo de ter um bebê menos bonzinho do que o Gui e que chore a noite toda; medo de que o bebê venha a ter refluxo e se engasgue na madrugada, medo de ter preguiça de colocá-lo para arrotar tempo suficiente; medo de fazer distinção entre os meus filhos; culpa por pensar que gostaria que fosse uma menina... Enfim, dizem que ser mão é padecer no paraíso, não é mesmo?
Mais tarde vou fazer minha primeira consulta pré-natal com o Dr. Renato Sá, da Clínica Perinatal. Ele me acompanhou na gestação do Gui e tudo indica que o fará nesta também. Gosto da opção de ser atendida no CPDT, pois tenho tudo o que preciso em um mesmo lugar - ultra, eco, consultas - e tudo isso em uma maternidade que é super conceituada! Com a vida corrida que levo hoje, tenho mesmo que otimizar o tempo e concentrar tudo em um só lugar.

Outra coisa que mudou com a chegada do novo rebento é o projeto do quarto do Gui, que agora será o quarto das crianças e terá que comportar um berço e uma caminha - seja o bebê menino ou menina. Meu apartamento tem apenas dois quartos e, portanto não haverá outra opção. É verdade que o fluxo fica um pouco confuso, pois as necessidades de um bebê recém nascido são completamente diferentes das de um garotão de 2 anos e meio – idade que Gui vai ter quando o bebê chegar. Não quero nem pensar em como será esta decoração se vier uma menininha!!!! Ou melhor, não paro de pensar nisso, mas falaremos disso mais tarde! Por sinal, teremos muita coisa para discutir sobre este tema nos próximos posts...

Semana que vem volto com a programação normal e vou trazer as notícias da obra e as novidades que tenho encontrado no mercado. Agora vou fechar este post com uma enquete: Você acha que o barrigão é rosa ou azul? Quero que todos os leitores deixem aqui, além do seu palpite quanto ao sexo do herdeiro, uma sugestão de nome, pois estamos super sem idéia!!!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Aventuras gastronômicas - parte II: comida tibetana, indonésia e etíope numa só viagem

Continuando a minha saga de experimentações gastronômicas, hoje vou escrever sobre uma viagem repleta de sabores surpreendentes.

Menos de um mês antes do Carnaval de 2007, meu pai me mandou um e-mail perguntando se eu planejava viajar no feriado. Respondi que não havíamos pensado em nada. Ele então me contou que estaria participando de um congresso em Londres e que poderia tirar a semana seguinte de folga em Paris. Ele sugeriu que eu, meu marido e minha mãe fôssemos encontrá-lo lá. Imediatamente me animei, mas primeiro deveria consultar minha poupança destinada às férias pra saber se a viagem era possível. Bom, eu já tinha economizado alguma coisa e a passagem poderia ser dividida em dez vezes no cartão. O Marcelo não estava trabalhando na época e, como nem sempre é possível conciliarmos nossas férias, decidimos aproveitar a oportunidade e dizer: SIM, nós vamos passar o Carnaval em Paris!!! Minha mãe é uma pessoa muito simples e caseira e, apesar de ter várias oportunidades de viajar por conta do trabalho do meu pai, ela nunca fica animada. Prefere ficar em casa cuidado de seus bichinhos, das plantas e fazendo trabalhos artesanais, como mosaico e pintura em tela (um dia escrevo um post sobre os trabalhos dela). Não conseguimos convencê-la a nos acompanhar dessa vez.

Quando começamos a organizar a viagem, descobrimos que teríamos nove dias livres (emendando o resto da semana do Carnaval) e percebemos que era tempo mais do que o suficiente pra estender nosso passeio a outras cidades européias. Fomos pesquisar preços de passagens de trem no site da EURAIL e descobrimos que existia uma infinidade de passes de trem pra todos os gostos, bolsos e objetivos. Começamos a ver preços do pacote FRA-Benelux, que além da França, incluía Bélgica, Holanda e Luxemburgo. Como o tempo de viagem entre as cidades era curto (4 horas, no máximo, de Amsterdã a Paris), montamos nosso roteiro assim: Paris-Bruxelas-Brugges-Amsterdã-Paris. Compramos um pacote de 5 viagens de trem entre os países escolhidos e ainda ganhamos um desconto por viajarmos juntos em todos os trechos. Uma dica é comprar o bilhete antes aqui no Brasil mesmo. Sai muito mais barato. E se você tiver menos de 26 anos, ainda ganha um desconto muito bom. Em Paris dividimos um quarto triplo num hotel simplezinho com meu pai, mas nas outras cidades nos hospedamos em albergues. Aliás, ficamos em quartos de casal com banheiro próprio em prédios bem localizados e equipados, muito limpos, organizados e que ofereciam serviços de internet, lavanderia, sala de jogos, cozinha, bar e restaurante por um preço bem melhor do que os hotéis com o mesmo padrão de conforto. Se você torce o nariz pros albergues, minha dica é deixar o preconceito de lado e experimentar! Já me hospedei em vários albergues na vida e posso dizer que, em geral, eles têm uma ótima relação custo/benefício.

Caminhando por Paris na nossa primeira noite, passamos por um restaurante tibetano e fui logo pegando o folheto exposto na entrada pra ver os horários de funcionamento e preços e guardei o endereço pra voltarmos no dia seguinte. Enquanto não tenho a oportunidade, o dinheiro ou a companhia pra conhecer destinos mais exóticos (os meus preferidos), me contento em experimentar a culinária dos países que sonho um dia conhecer. O bom é que meu pai e o Marcelo são tão aventureiros quanto eu nessa questão e adoram provar novos pratos!

O restaurante se chamava Khatag e descobrimos que a cozinha tibetana é semelhante às cozinhas chinesa, indiana, tailandesa e nepalesa, porém menos gordurosa e menos pesada. Os pratos não são tão apimentados quanto os indianos e não giram em torno dos alimentos típicos nepaleses como a lentilha e o arroz, nem dos frutos do mar característicos da culinária tailandesa. Meu pai pediu uma sopa de legumes que vinha num recipiente de porcelana muito fofo, com direito à tampinha. Eu e Marcelo comemos vermicelli (uma espécie de macarrão bem fininho e de cor branca) com carne e molho vermelho. Acho que a comida foi a parte menos interessante da experiência. Por serem suavemente temperados, os pratos não me agradaram muito, mas o ambiente e a decoração fizeram a aventura valer a pena.


Três dias mais tarde, nos despedimos do meu pai e partimos de trem para a Bélgica. A viagem durou só duas horas. Lá provamos muitas cervejas belgas, que são consideradas as melhores do mundo, junto com as alemães, mas isso fica pra outro post. Passamos dois dias em Bruxelas e um em Brugges, cidadezinha medieval onde as casas parecem de brinquedo. Nossa última parada foi Amsterdã, onde conhecemos o restaurante indonésio Sampurna . Meu amigo Wagner morou na cidade por 3 meses e foi ele quem recomendou que experimentássemos a comida indonésia com seus pratos ultra apimentados. Sempre que visito um restaurante novo, procuro optar pelo menu degustação, onde você paga um preço fixo e prova de tudo um pouco. Foi o que fizemos no Sampurna. O restaurante, pequeno e aconchegante, fica localizado bem no meio do mercado de flores. É decorado com muitas estátuas e adereços tradicionais e tem iluminação suave e indireta. Pedimos o menu degustação (Rijsttafel) com 18 pequenos pratos típicos, que foram colocados sobre um réchaud de metal bem comprido pra manter a temperatura da comida. Foi uma refeição bem gostosa e generosa, e apesar de termos consumido umas 8 garrafas de água por conta da quantidade de pimenta, adoramos! Procurei no site a descrição dos pratos que degustamos, mas, infelizmente, só consegui encontrar o menu no original: witte rijst, acar ketimun, serundeng, sambal goreng tempeh, ruyak manis, krupuk udang, gado gado, sayur lodeh, daging smoor, ayam ruyak, telor bali, sate ayam. Pois é, sei lá o que significa isso tudo, mas a foto que tiramos dá pra ter uma idéia de que os ingredientes eram bem variados: comemos carne, frango, camarão, legumes, verduras, arroz, ovo e mais alguma coisa.


No último dia em Amsterdã, resolvemos seguir a indicação do jornalzinho do albergue (pois é, o albergue tinha seu próprio jornal distribuído gratuitamente aos hóspedes) e fomos almoçar no Semhar, horas antes de pegarmos o trem de volta à Paris. O informativo dizia que a comida holandesa era bem sem-graça, porém os holandeses tinham a sorte de contar com vários restaurantes de comidas típicas do mundo inteiro em Amsterdã. Fomos lá conferir e, chegando ao restaurante, percebemos decepcionados que estava fechado. Constatamos que só abriria dali a meia-hora, mas o simpático dono nos deixou entrar excepcionalmente antes da hora. Fomos logo sentando na melhor mesa e, mais uma vez, pedimos o menu degustação. O prato coletivo era composto de porções de frango, carne, legumes e um tipo de queijo que se assemelhava à ricota. Tudo muito bem condimentado e picante! Foi a melhor refeição da viagem, uma verdadeira delícia exótica servida sobre o típico pão chamado ingera (feito com um grão encontrado apenas no país africano). Os etíopes não usam talheres e partem pedaços da ingera para se servirem da comida, que na verdade, parece mais com massa de panqueca do que com pão. Desse modo, os sabores acabaram se misturando e pareceu que um complementava o outro perfeitamente. Ao lado do prato, ficava uma pequena tijela com água aromatizada para lavarmos os dedos. Pra beber, optamos pelas cervejas Mongozo nos sabores côco, banana e quinoa, que eram servidas dentro de cascas de côco. A palavra "Mongozo" significa "Saúde" na língua do povo africano Chokwe. Sem dúvida essa foi minha experiência gastronômica mais interessante até hoje. Adorei a comida, o lugar, a cerveja estranha e a simpatia do dono do restaurante, que prometeu pensar em abrir uma filial no Rio. Brincadeira dele, claro!



Mas essa não foi minha primeira experiência com a cozinha etíope, embora tenha sido a mais feliz. Quatro anos antes, fui visitar minha irmã nos Estados Unidos pela primeira vez e ela nos levou a um restaurante etíope no bairro de Adams Morgan, em Washington D C, o Fasika's. Chegamos lá, sentamos em bancos feitos de palha colorida trançada e pedimos o menu degustação não-vegetariano: Yesega Alicha, Gomen Be Sega, Doro Wat e Bosena shiro. Tudo acompanhado de ingera, claro. O menu foi colocado dentro de um balaio feito de palha com uma tampa que parecia um chapéu pontudo. Muito exótico!

Fui pesquisar mais sobre os pratos etíopes e descobri que "A culinária Etíope é, provavelmente, a mais isolada de todas as cozinhas africanas, contendo as mais imaculadas receitas tribais. A carne crua é bastante usada, sobretudo em casamentos. Um dos pratos mais conhecidos é uma variante de bife de antílope ou búfalo com molho tártaro, onde se usa o Berbere, uma pasta de malagueta picante. O Doro Wat (galinha cozida com cebola, tomate, salsinha e ovos cozidos) é muito popular. Não se come porco porque muitos etíopes são muçulmanos. Os vegetais também são cozidos e servidos com bastante molho, sendo que um dos mais populares é lentilha com molho berbere, feito à base de pimenta chili seca. A comida é rica em temperos e aromas, e, mais ou menos como a comida indiana, pode ser altamente picante ou bem suave".


Foi exatamente essa a minha impressão. No restaurante em Amsterdã, a comida era bem picante. Já no Fasika´s, era tudo suave demais pro meu gosto. Agora preciso ir num terceiro pra desempatar!

Como já disse antes, acho que refeições envolvem muito mais do que um simples prato de comida. Quando vou a um restaurante pela primeira vez, percebo toda a atmosfera que circunda o ambiente, a qualidade do atendimento, o aroma da comida, a arrumação da mesa, a iluminação, o conforto das cadeiras, a música de fundo e etc. Acho que todos esses elementos contribuem para que uma experiência gastronômica seja inesquecível. Ou não.

E você? Qual foi o prato mais exótico que já comeu? Qual foi sua experiência gastronômica mais interessante? Conta pra mim!!!!

Antes de me despedir, deixo uma receita de frango etíope (Doro Wat), que capturei da Internet, com os devidos créditos.
Receita indicada por: Miriam no site Cybercook
Ingredientes
Frango
- 1 1/2 kg de frango em pedaços (peito,
coxa, sobrecoxa) em 6 a 8 partes
- 1/3 xícara (chá) de manteiga
- 1 dente alho amassado
- 1 colher (chá) de bérbere
- 3 colheres (chá) de massa de tomate ou caldo de galinha
- 1/2 colher (chá) de pimenta em grão moída
- 1/2 xícara (chá) caldo de galinha
- 3 cebolas grandes picadas
- 1 ovo duro por pessoa
- 1 receita de bérbere
- 3 colheres (sopa) de pasta de amendoim (se quiser)

Bérbere
- 2 colheres (chá) semente de cominho
- 4 cravos
- 3/4 colheres (chá) de sementes de cardamomo
- 1/2 colher (chá) de pimenta preta em grão
- 1/4 colher (chá) pimenta da Jamaica em grão
- 1 colher (sopa) de semente de feno grego
- 1/2 colher (chá) de semente de coentro
- 8 chilis pequenos ou pimenta malagueta
- 1/2 colher (chá) de gengibre fresco ralado
- 1 colher (chá) de gengibre seco em pó
- 1/4 colher (chá) de turmeric (aqui chama açafrão nacional)
- 1 colher (chá) de sal
- 2 1/2 colheres (sopa) de páprica doce
- 1/8 colher (chá) de canela
- 1/8 colher (chá) de cravo moído

Modo de Preparo
Para o Frango: tire a pele do frango e dê uns talhos para que o molho penetre. Derreta a manteiga em uma panela grande e doure a cebola e o alho por 5 minutos (ou até estar transparente). Junte 1 colher de (sopa) de bérbere e em seguida a massa de tomate. Cozinhe em fogo bem baixo por 15 minutos. Coloque o frango, 1 pedaço de cada vez, e mexa para que fique todo coberto com o molho. Cozinhe em fogo bem baixo por 20 minutos. Misture um pouco do líquido da panela com a pasta de amendoim para dissolver e volte tudo à panela, mexendo, de vez em quando, até star cozido. Cozinhe os ovos. Arrume em um prato de servir e salpique ovo amassado. Junte caldo de galinha se começar a secar e o frango não estiver cozido junto com 2 colheres (chá) de bérbere uns 5 minutos antes de servir. Também gosto de refogar 1 colher (chá) de gengibre fresco com as cebolas e o alho. Para o Bérbere: uma mistura de temperos que dão um sabor exótico ao prato: coloque todos os ingredientes do tempero numa frigideira e leve ao fogo baixo, por 2 minutos (cominho, cravos, cardamomo, pimenta em grão, pimenta Jamaica, feno-grego e coentro) misturando constantemente. Tire os cabinhos do chilli ou pimenta malagueta, coloque em um moedor de café juntamente com os temperos acima e pulverize ou use um pilãozinho para amassar. Junte os demais ingredientes e misture. Guarde em vidro bem fechado ou plástico.
Dica Cybercook: Se não tiver todos os temperos, pode substituí-los ou omiti-los. O feno-grego é uma semente amarga com sabor semelhante ao do açúcar queimado. É um tempero mais difícil de encontrar. Face a mistura de sabores, não fará falta, se não o colocar. Você pode congelar este prato. Basta colocá-lo em uma vasilha com tampa, apropriada ao seu tamanho, esfriar rapidamente e guardar freezer, por até 3 meses, podendo levá-lo à mesa, no dia que quiser ou que estiver sem vontade ou sem imaginação cozinhar! Se for congelar, não coloque o ovo cozido, deixe para polvilhá-lo na hora de aquecer. Para isto, basta descongelar e esquentar no forno convencional ou de microondas. Não esqueça de polvilhar o ovo ralado, antes de aquecer.
Beijão e até a próxima quarta-feira!


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