terça-feira, 30 de junho de 2009

Histórias de vida

Dia 29/06/2009 – Dia de São Pedro, padroeiro dos pescadores. Época de friozinho e festas juninas.

Começo o dia como faço em todas as manhãs de segunda-feira: dando às ordens da semana, preparando uma lista de tarefas e o menu semanal da casa. Tento sair um pouco antes do horário normal – por volta das 7:00 h – porque só quem pega condução para atravessar a Ponte Rio-Niterói imagina com antecedência o trânsito que pode enfrentar.

Ao chegar no ponto, o ônibus tinha acabado de passar, dando tempo apenas para me despedir dele. Precisei esperar a segunda alternativa, ou seja, outro ônibus que demora um pouco mais, com passagem mais barata e, por razões óbvias, geralmente lotado.

Cinco minutos depois, ele chegou e eu embarquei, me dispondo à viagem sem maiores reclamações. Afinal, o dia estava friozinho, gostoso, o céu com um azul intenso de inverno. Sem dúvidas, uma bela manhã. Nesses momentos sempre acho que o destino dá as ordens ou, quem sabe, apronta-nos uma surpresa. O que poderia acontecer no caminho?

Depois de admirar a paisagem já tão conhecida e ficar com os pensamentos em devaneio, comecei a reler um livro que achei lá em casa: “A arte da felicidade – Um manual para a vida”, do Dalai Lama e Howard C. Cutler. Estava logo no início da minha viagem diária quando senta alguém ao meu lado e puxa conversa. Era um senhor de cabelos totalmente brancos, que tinha gostado do tema do livro e admirava pessoalmente o Dalai Lama. Conversamos durante toda a viagem sobre a busca da tão sonhada felicidade.

A história de Seu João

Ele se chamava João, um senhor de cabelos brancos, 84 anos de idade, aposentado pelos Correios e Telégrafos, estudante e artista plástico. Durante o trajeto, me conta um pouco – ou muito - de sua história de vida e diz que ela não foi nada fácil. Mas que na adversidade, aprendeu a lutar e sonhar. Revela que assim que pôde, e não me perguntem como, se transformou em um alfaiate e tempos/anos depois em um lapidador de diamantes.

Que durante sua longa história passou muita fome, que só tinha água e farinha para comer no café da manhã e que, talvez por isso, só foi aprender a caminhar em torno dos quatro anos de idade. Que só cursou até à quarta série primária e que depois teve que trabalhar para sobreviver. E que foi em busca dessa luta pela sobrevivência onde aprendeu o ofício de alfaiate.

Que ainda adolescente, e até o período de servir o exército, era tão magro – quase raquítico, que seus superiores chegaram a perguntar se queria que o “ encostassem” por doença. Mas, conta também que não se rendeu e que, ao contrário, lutou, estudou muito, se formou, fez várias provas para ser soldado, primeiro como cabo e depois como sargento. Que no olhar dele, naquele momento, tinha conseguido alcançar o que até parecia um sonho distante. Era alguém, tinha conseguido ingressar no exército brasileiro.

A história aqui fica meio confusa. Mas, entendam, estávamos dentro de um ônibus lotado e no meio de um engarrafamento. E eu, tentando ouvir, me concentrar, guardar cada detalhe daquela história que parecia ter saído de um conto de fadas.

E ele conta que nessa mesma época conhece e se casa com a mulher com a qual ainda hoje divide a sua vida – com todo amor e paciência que sempre teve diante da vida.

E que as dificuldades ainda eram imensas, mas que enfrentaram com dedicação, amor, sonhos, objetivos definidos e luta. Nesse período, conta que se tornou lapidador de diamantes, me conta detalhes do trabalho, fala da dedicação e cuidados com as pedras. Viveu os tempos áureos de produção no Estado do Rio que, segundo ele, tinha vários pólos de lapidação e fornecia para as grandes joalherias da época. Fala com intimidade das pedras arredondadas que, na sua opinião, são as mais fáceis de serem trabalhadas; e das brutas, que podiam ter formatos diversos. “Tínhamos que ser artistas na hora de lapidar” – revela. Durante esse período, foi à África do Sul ver o trabalho executado nas minas de diamante, conhecer máquinas e técnicas modernas. E conta também que, junto com outros colegas de profissão, trouxe para o Brasil técnicas e cursos que ninguém conhecia.

Em uma dessas viagens, realizou um sonho antigo de criança. Filho de imigrantes italianos, sempre quis conhecer a terra de seus pais. Numa de suas viagens para a África, fez escala em Roma e, por uma mãozinha do destino, a conexão do vôo atrasou, permitindo que ele por lá ficasse durante um dia a mais e fizesse um belo passeio na cidade. E diz que vive a vida baseada em um verso que um amigo lhe falou: “Dói menos a dor da perda, do que a dor de não tentar.”

Hoje, a vida do Seu João, com seus 84 anos, está longe de ser entediante. Ele continua lutando para realizar seus sonhos. Conta que estuda artes plásticas na Universidade Federal Fluminense, mantém algumas atividades junto ao setor de aposentados dos Correios e ainda transmite, a quem quiser ouvir, seu aprendizado e ensinamentos no formato de uma bela história. Que ele adora quando os colegas de turma se reúnem ao seu redor para ouvi-lo e dividir com ele suas histórias de vida e incentivo.

Conta que ele e a mulher tiveram três filhos e que hoje já possui até bisnetos. E que seu maior sonho, porque ele ainda sonha, é poder estar presente na formatura do bisneto mais velho. Bom, isso só acontecerá daqui há 21 anos, quando ele estiver com 105 anos. Sim, ele realmente quer chegar lá!!

A história da felicidade

Como disse no início do post, a vida nos traz mil surpresas. Que todas sejam sempre boas como as histórias do Seu João, para mim um exemplo de luta, coragem e disposição para enfrentar a VIDA.

Fica no meu coração a vontade de ir em frente, tentar novamente, quantas vezes for necessário. Pois, daqui em diante, essa é minha regra de vida: “Dói menos perder, do que nunca tentar”.

E sim, concluímos juntos que a felicidade, para nós dois, também está nas pequenas coisas do dia-a-dia, como andar de ônibus e até trocar experiências e opiniões numa simples conversa.

Obrigada, Seu João, por deixar o meu dia mais feliz!!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Artesanato para bebês

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Como vocês sabem meu afilhadinho tá chegando!!!

E depois do chá de bebê chegou a hora de colocar a mão na massa e preparar algumas coisinhas pra ele.

Eis então que ficou sob minha responsabilidade o quadrinho da porta de maternidade e a caixa que guardará as lembrancinhas da maternidade.

Tive participação nas lembrancinhas também… dei a ideia das fitas e fiz o cartãozinho de agradecimento. Mas pra não estragar a surpresa de quem for visitar nosso reizinho, só vou mostrar essa parte depois. ;)

Então, fiquem com o quadrinho e a caixa, que foram feito com o maior esmero e carinho de tia-dinda!!

O Quadrinho da Maternidade

Como o tema da decoração do quartinho é safari, não podia faltar um animalzinho da selva pra recepcionar quem chegar. E ninguém melhor que o Leão, Rei das Selvas pra receber os amigos de Arthur, o nosso Reizinho!!

Depois de escolhido o bichinho foi só escolher as cores que combinassem com o quartinho e com o tema, verde e bege/marrom claro e colocar fitinhas pra arrematar. Depois do quadro e as letrinhas devidamente pintadas, claro!!

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A Caixa das Lembrancinhas

Pra caixinha, apesar das cores do quarto, escolhemos fazer em azul!! As lembrancinhas já vão levar as cores verde e bege.

Como a tampa tinha o acabamento boleado escolhi por não encapar a lateral e pra arrematar coloquei fita de cetim… No corpo da caixa tudo encapado como de costume.

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Então, gostaram?? Eu adorei o resultado!!! Fazer caixinhas sempre me dá o maior prazer. Gosto dos detalhes, de caprichar nos acabamentos, de fazer algo diferente em cada uma delas… Agora preciso fazer uma pra mim, acreditam que não tenho nenhuma????? Mas é verdade. Tô com duas cruas aqui, uma que seria um presente de dia dos namorados pro marido (nem mexi!) e outra que será um porta jóias pra mim. Acho que vou tirar esses dois projetos do papel…

Ahh… sobre Arthur, ele ainda não chegou, não até esse momento - fim de noite de domingo, enquanto escrevo o post. Acho que ele sacou que tá frio aqui fora e tá fazendo uma horinha lá no quentinho do ventre da mamãe. Acho que até meu próximo post já terei pego muito ele nos braços, já terei tirado muita foto e já terei usado vários babadores! hehehe. Conto os bastidores do nascimento pra vocês na segunda ou em post extraordinário no meu blog pessoal.


sexta-feira, 26 de junho de 2009

ENTREVISTA

Katia Bonfadini

Prá conhecer melhor e desvendar!


O Criative-se está completando cinco meses no ar. Tempo curto, mas que foi suficiente para que conhecêssemos e fossemos conhecidas por milhares de pessoas. São 26 mil visitas nesse período, com uma média diária de 500 olhadinhas no blog. Sem contar os picos de até 1000 visitas ao dia. E da mesma forma que temos curiosidade e interesse em cada vez mais saber e conhecer de nossas leitoras, imaginamos que a recíproca seja verdadeira também.

Assim, sigo com o formato que iniciei na seção Entrevista do Criative-se com a blogueira Lidiane Vasconcelos, do Bicha Fêmea. Só que, desta vez, dando início a uma série que traça um perfil das Criativas. Ou pelo menos de quatro das Criativas, já que serei eu a contadora das histórias. Espero que todos gostem de conhecer quem somos. Ou quem elas são.

Aos leitores amigos e visitantes eventuais, tenho o prazer de apresentar..............Katia Bonfadini

Se existe um adjetivo que pode traduzir de forma clara essa carioca de 35 anos, certamente “intensa” é a melhor escolha. Amante das cores fortes e das cervejas amargas, da literatura francesa e dos reality shows, Kátia pertence àquela categoria para a qual não existe meio prazer. É vida com cor, sabor, intensidade e emoção.

Designer por profissão, mas com alma de artista por absoluta e natural vocação, ela viveu boa parte da vida no bairro da Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro. Mas num dia de julho, há quatro anos atrás, mudou-se para Botafogo com o namorado Marcelo. Começava a viver, a partir dali, a experiência de não apenas transformar o namoro de dez anos num casamento, mas para fazer da nova casa o ateliê generoso para algo que expressaria também uma forma de viver intensamente o prazer da criação: festas, happy-hours, reuniões e afins.

“Eu realmente adorei poder sair da casa dos meus pais, morar mais perto dos meus amigos, do trabalho, dos lugares onde gosto de sair à noite. Mas especialmente de poder arrumar e decorar a casa ao meu gosto, de ter minhas próprias regras. Minha mãe nunca gostou muito de dar festas em casa, apesar de arrumar uma mesa de queijos e vinhos como ninguém. Eu e minhas irmãs fazíamos fondues, chás e festinhas em casa, mas tudo de uma maneira informal. Só comecei a gostar de caprichar nas reuniõezinhas, comprar travessas, pratinhos e garfinhos para servir belisquetes, quando passei a ter o meu cantinho. Comecei a olhar e gostar de coisas para casa e deixar que esse prazer virasse não apenas o conto de fadas, mas o exercício de algo que também conta de mim e do que sou”.

Se antes, como ela diz, “só gastava com roupas, sapatos e bolsinhas”, a brincadeira de casinha fez nascer e florescer o grande prazer de receber os amigos, de pensar com antecedência no que servir, no drink inusitado para criar, na forma mais gentil de fazer qualquer pessoa sentir-se generosamente recebida. Sim, mesmo para quem ainda não teve a oportunidade de constatar ao vivo, não é difícil de reconhecer aquela que é uma das mais óbvias características de Kátia: a incrível generosidade, expressa no sorriso brilhante, no gesto afetuoso, no abraço quente, no jeito de quem parece estar sempre de portas e janelas abertas a oferecer pelo menos o primeiro instante de um olhar aconchegante. Impossível não gostar!

Com um espírito desbravador, desenhado na curiosidade infinda pela vida e pelas múltiplas possibilidades de tornar tudo um tema para a criação, Kátia Bonfadini fez e faz das suas viagens, pequenas ou longas, – muitas das quais relatadas no blog – um espaço para observar e experimentar. Especialmente comidas exóticas.

“Gosto de observar o que as pessoas vestem, como se comunicam, como se comportam, a língua, os costumes. Também adoro observar as fachadas dos prédios, casas, lojas, a arquitetura local. Além de experimentar comidas típicas e diferentes das nossas. Já comi carne de baleia, de veado, de rena, entre outras. Gosto mais de ir a lugares exóticos onde pouca gente conhecida esteve porque tenho realmente um desejo do novo, do inusitado. Amei ir à Tunísia, por exemplo, e revelar aos meus amigos e família o lugar lindo que descobri, cheio de paisagens deslumbrantes, costumes exóticos, artesanato rico, povo simpático e machista também. De certa forma, quando viajo busco uma aventura, sair completamente da rotina, não ter regras nem horários. Ser livre para poder experimentar”

Mais velha de três irmãs, Bonfadini é o que se pode chamar – no bom sentido, é claro – de uma moça de família. Melhor seria dizer: uma moça que adora a família. Filha de Sandra e Roberto, fez da relação familiar, principalmente depois que saiu de casa, um elo forte, alimentado por encontros semanais, pelo amor comum aos animais – especialmente cachorros, deliciosos vira-latas, todos adotados e abraçados com carinho -, e pelas intermináveis e quase diárias conversas ao telefone com a mãe.

“A relação familiar é extremamente importante para mim. Sempre foi, mas cada vez mais me torno próxima da minha família e quero passar mais tempo com eles. Admiro muito meus pais e gosto de expressar isso, de passear com eles, de preparar lanchinhos e happy-hours exclusivas. Sei que são as pessoas que mais me amam no mundo e isso já diz tudo. Depois que saí de casa, nossa relação melhorou muito. Acho que a convivência cotidiana impede que sejamos capazes de olhar sem viés. Depois que saí, entendi como compreender. E quando a gente compreende, ama sem culpa”

Em seu estilo pouco afeito às surpresas e para quem programar-se é algo que se faz apenas a curto e médio prazos, “não gosto de criar expectativas, prefiro não contar com o que não é certo; sigo observando as oportunidades que a vida vai oferecendo e decidindo conforme elas se apresentam”, Kátia não imaginou lá atrás que o Design Gráfico seria sua profissão e algo em que hoje realmente se realiza. Cursou Letras (literatura inglesa e americana) até o quinto período – e também aprendeu japonês e fez curso para comissária de bordo, apesar do medo abissal de avião – quando, sem estímulo para continuar, aceitou a sugestão do pai e resolveu pensar em outro curso. Foi lá que ela descobriu a formação em Desenho Industrial.

Embora sempre tivesse gostado e exercido a criação, fosse nas novelas de rádio que inventava com as primas e gravava em fitas cassete, nos jornais e revistas produzidos e ludicamente ilustrados, nas performances teatrais e poses audaciosas que a menina tímida já fazia e que hoje também são sua marca característica, só depois do curso e da formação em design, ela se encontrou. E desabrochou. E eclodiu.

Não há limites para alguém que vê na criação a expressão colorida e intensa de um olhar que desenha conceitos. Bonfadini é vulcânica também no processo criativo. E haja espaço para tudo o que ela é capaz de produzir e surpreender. Tanto assim que para quem tinha um certo constrangimento diante da ideia de ter um blog, o Criative-se fez-se, mais que um instrumento para mostra-la, veículo para que Kátia aprendesse a se descobrir, a se permitir, a se revelar.

“Acho mesmo que a minha maior satisfação com o blog é poder mostrar quem eu sou, o que penso, do que gosto, trocar dicas e informações e deixar um rastro no mundo, um pedacinho de mim para quem se interessar em me conhecer melhor. Escrevo sobre as coisas que gosto. Alguns textos talvez só interessem a mim mesma, mas gosto de contar histórias e deixa-las registradas, que é para eu mesma poder reler e relembrar quando quiser. É claro que, como todo mundo, adoro ouvir elogios do pessoal que comenta. Outra satisfação para mim é poder explorar esse lado criativo, estar sempre criando e colocando idéias em prática. Isso é fundamental para a minha saúde mental. E o Criative-se também me estimula a fazer isso. ”

Para encerrar, permitam-me o testemunho pessoal: sim, eu conheço bem de perto. E posso afirmar: ela é tudo isso que contei aí em cima. E muito mais! Decifra-me ou te devoro!


Beijos. Até sexta!!




quinta-feira, 25 de junho de 2009

A história de amor mais votada foi... (além de outra surpresinha)

Finalmente é hora de anunciarmos oficialmente a grande vencedora de nossa promoção do dia dos namorados, que com um total de 170 votos, foi a nossa leitora querida, Ruby!!!

Ruby, sua história de amor é realmente muito linda e merecedora um prêmio a altura! Agora vamos ver se vou conseguir produzir algo tão lindo assim... Bem para saber, o jeito é colocar a mão na massa e começar a produzir! Vou tentar ser o mais rápida que puder, ok?!

Parabéns a todas as leitoras que participaram desta promoção, pelas lindas histórias de amor. Gostaria também de agradecer a cada uma das nossas protagonistas por compartilhar conosco este momento mágico de boa leitura! Tenho certeza que a última semana foi um pouquinho mais romântica, para cada uma de vocês!

Mudando um pouco de assunto, gostaria de aproveitar o post de hoje para contar uma novidade... Como todos aqui já sabem eu sou mãe de um garotão de 2 aninhos chamado Guilherme e estou grávida novamente. Desde o dia da fecundação sempre acreditei que teria uma menina por mil motivos, mas em especial um sexto sentido de mãe mesmo. Para mim era óbvio que meu bebê se tratava de uma menina e chegava até mesmo me referir ao bebê como ela. Parecia que todas as vitrines do mundo haviam se tornado cor de rosa! Na gestação do Guilherme, apesar do meu desejo por uma menina, desde o primeiro momento eu achei que seria um menino, engraçado como eu chegava a achar o azul mais bonito do que sempre havia me parecido.

Quando tudo parecia claro na minha cabeça, fui fazer a ultra de 11 semanas e resolvi pedir ao médico que tentasse ver o sexo do bebê, o bebê estava cefálico e não deu muita brecha, mas enquanto ele seguia o exame eu fui conversando e justificando todos os motivos pelos quais eu achava que era uma menina, inclusive que a fecundação havia sido dias antes do dia fértil propriamente dito. O médico me jogou um balde de água fria, dizendo que para ele a estatística continuava em 50% cento de chance independendo do dia da fecundação. Depois, não satisfeito, ao fim do exame ele disse –“Ainda digo mais, teve uma hora lá que achei que era um menino...” Foi o suficiente para me deixar arrasada! Por outro lado fui me preparando para esta possibilidade, coisa que não tinha feito até então. Resolvi procura oráculos e simpatias, encontrei um tabela milenar chinesa, que todos dizem que sempre dá certo, fui ver o meu resultado e deu menino... Tentei a simpatia da aliança no cordão e adivinha? Menino novamente...

Passou um mês inteirinho e ontem foi dia de fazer mais uma ultra para ver se estava tudo bem com meu bebê e é claro tirar a dúvida do sexo da pessoinha. Eu ao contrario da outra vez já estava preparada para tudo, ou ao menos pensava que estava... Estava feliz e até tinha esquecido um pouco o assunto. Quando a médica colocou o aparelho na minha barriga, o bebê logo se mostrou de bumbum, exatamente como tem que ser e eu imediatamente disse: “-É outro menino! Tenho certeza! Já to vendo!” E a médica seguiu dizendo: “- Você já tem um menino? Pois esta aqui é uma menininha!!!” Eu fiquei congelada, não conseguia rir nem chorar, Fabio idem. A única coisa que eu consegui dizer foi: “-Você tem certeza?” Aí a Dr. Ana Elisa foi me mostrando logo o clitores, a vúlva, os pequeno e os grandes lábios e me jurou que não existe a menor chance de ser um engano.

Hoje é que a ficha caiu, estou muito feliz e realizada com esta notícia, simplesmente não consigo desmontar o sorriso! Quem quiser continuar acompanhando os detalhes da minha gestação e as peripécias do pequeno Guilherme é só ir aqui!

Espero que tenham curtido a boa nova e conto com a ajuda de todos na escolha do nome da pequena! Quero que deixem nos comentários suas sugestões de nome mais uma vez, assim que decidirmos volto correndo para contar, que sabe na semana que vem já conseguimos nos decidir.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

O bar de gelo

Hoje vou falar pra vocês sobre o lugar mais inusitado que já conheci na vida: o Absolut Stockholm Ice bar. Ano passado, comemorei meu aniversário de 35 anos na linda cidade de Estocolmo, na Suécia. Estava viajando de férias com o Marcelo e meus pais e não havíamos planejado nada especial para esse dia, além de conhecer o famoso “bar de gelo” da cidade. O dia 27 de setembro caiu num Sábado e descobrimos que havia um evento especial no parque temático Skansen. O bar de gelo só abriria às 16 hs e então decidimos visitar o parque antes. O Skansen foi fundado em 1891 e é uma espécie de mistura de museu ao ar livre com zoológico, parque infantil e cidade do interior. Seu objetivo é mostrar como as pessoas viviam e onde moravam ao longo dos séculos em todas as regiões da Suécia. Há cerca de 150 prédios históricos autênticos, trazidos de todas as regiões do país, sendo a maior parte dos séculos XVIII e XIX. São casas, galpões, estábulos, celeiros e igrejas, todos de madeira. Também há animais trazidos de diversas partes do país, casas comerciais com pessoas vestidas com roupas típicas oferecendo seus produtos e uma pracinha central, onde vende-se maçã do amor, algodão doce, pães, amendoins e etc. O parque fica localizado na Ilha de Djurgården e é o mais antigo museu histórico e cultural desse porte na Europa.

No dia do meu aniversário, houve uma feira onde diversos atores circulavam pelo parque usando vestimentas próprias de diferentes épocas e interagindo com os visitantes. Havia barracas com comidas típicas suecas e brincadeiras para os turistas.


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A entrada do parque Skansen, situado na ilha de Djurgården em Estocolmo, na Suécia.
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Tirei essa foto de dentro do parque. A bonita construção ao fundo é o Nordiska museet, o maior museu sueco sobre cultura, tradições, roupas, moda e vida quotidiana.

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Me apaixonei pela coloração das folhas das árvores no outono. A luz próxima aos pólos incide sobre os países do norte da Europa de um ângulo que faz com que as cores pareçam muito mais vivas e vibrantes. O amarelo é quase fluorescente! Mas, infelizmente, essas fotos não conseguiram capturar com fidelidade a tonalidade das folhas…
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Lá vem a charrete…

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…puxada por esse cavalinho com pata gordinha tão fofo!

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O wolverine está entre as atrações do zoológico do parque.

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Esse bicho de aparência estranha é o… humm, não lembro o nome. Mas pode ter sido alguma das carnes de caça que comi por lá.

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Uma casinha de madeira sustentada por “pés de galinha”.

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Atores usando roupas de época circulavam pelo parque interagindo com os visitantes.

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Eu e meu pai participamos da brincadeira com o martelo para testar nossa força.

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Num celeiro construído dentro do parque, havia uma exposição de maçãs vindas de todas as partes do mundo que estavam dispostas em mesas enormes, de acordo com a ordem alfabética. Eu não imaginava que existissem tantas variedades de maçã, eram centenas!!!!

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E havia uma com meu nome!

Depois de visitar o parque, seguimos para o centro da cidade para procurar o hotel Nordic Sea. Nesse hotel encontra-se o Absolut Ice Bar, um bar feito inteiramente de blocos de gelo, onde a temperatura de 5 graus negativos é constante. Existem vários bares desse tipo por aí afora, mas o de Estocolmo foi o primeiro Ice bar permanente do mundo.Todo o seu interior, incluindo os copos, as mesas, os assentos e o balcão são feitos de gelo puro, proveninente do Rio Torne, na Lapônia sueca.

A decoração do bar muda de acordo com a estação do ano e a visita deve ser agendada previamente para grupos de até 60 pessoas. A experiência dura 40 minutos, mas pode-se deixar o bar antes. Na sala de espera, você recebe uma capa térmica e um par de luvas. A entrada custa algo em torno de 10 Euros (a moeda oficial é a Coroa Sueca – SEK) e dá direito a um drink feito com vodka Absolut a sua escolha. Recomenda-se guardar o copo de gelo para pedir um refil, que custa mais barato do que um segundo drink num novo copo de gelo.

Esse foi o ponto alto do dia e vai fazer com que eu lembre desse aniversário por muito tempo!!!!


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Vestida com a capa super estilosa!

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O bar estava lotado de turistas.

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Dentro do balcão com as garrafinhas de Absolut aromatizadas, o atendente do bar usando um chapéuzinho de pelúcia engraçado e os copos de gelo enfileirados.

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Os copos são feitos inteiramente de gelo. Sem as luvas, não dá pra segurá-los por muito tempo!

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Essa era uma das esculturas de gelo espalhadas pelo bar.

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Outra escultura. Tive que dar uma lambidinha pra comprovar que era tudo feito de gelo mesmo!

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Relaxando num sofá bem quentinho…

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As paredes e colunas também eram completamente feitas de blocos de gelo e o piso parecia aqueles que a gente vê nos ônibus. Tinha que ser antiderrapante, claro!

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A iluminação especial gera um clima ainda mais surreal… Na foto, o Marcelo está escolhendo os drinks no cardápio colocado em cima do balcão.

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O cardápio e as opções de drinks todos feitos com vodka Absolut.

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Nossos drinks coloridinhos. Eu pedi um que levava uma fruta vermelha deliciosa chamada lingonberry.

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Os copos vistos de cima…

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Marcelo e seu drink…

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... bem vermeeeeeeelho!

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Meus pais também se divertiram bastante nesse bar super criativo!

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Nós quatro juntos. Reparem na mesa onde apoiamos os copos: era um super bloco de gelo também!

Foi uma experiência interessante. E bem turística, inclusive. O grupo que entrou com a gente falava russo, inglês, francês e algumas línguas exóticas. Nenhum sueco à vista. O Ice bar só não é um lugar onde se possa passar horas bebericando e conversando com os amigos. A temperatura não é nada agradável e o barato mesmo é curtir o ambiente inusitado, tirar muitas fotos e provar alguns drinks coloridos feitos com a deliciosa vodka Absolut. Confesso que, à princípio, estranhei que houvesse um limite de tempo estipulado para a permanência no bar. Mas estava tão frio que depois de 20 minutos eu já queria ir embora.

No fim do dia planejávamos jantar no restaurante do hotel, o Scandic Infra city, mas houve um contratempo na volta para o hotel. Uma participante da excursão se perdeu pelas ruas de Estocolmo e não estava no lugar marcado pelo guia para pegar o ônibus de volta. A moça estava acompanhada de duas amigas que ficaram preocupadas e foram com o guia telefonar para a polícia, bombeiros e etc. Nenhuma pista. Ficamos parados por uma hora até que, finalmente, o guia resolveu voltar para o hotel. Chegando lá, a moça estava parada no lobby esperando as amigas. O fato é que ela tinha perdido a hora e esquecido o local do encontro. Sendo assim, pegou um táxi e voltou ao hotel por conta própria. Bom, ela deve ter gasto uns 80 Euros nessa brincadeira porque o hotel ficava a 25 km do centro da cidade, mas pelo menos, estava sã e salva! O fato é que chegamos muito tarde e o restaurante estava fechando. O único lugar aberto nos arredores era uma pequena cantina italiana. Sentamos numa das mesas e, na hora da sobremesa pedimos uma torta pra dividir e uma vela. O garçom respondeu que não tinha nenhuma vela e a solução foi o gerente do restaurante emprestar o isqueiro pra que eu pudesse fazer meu pedido de aniversário. Mentalizei um desejo e assoprei o isqueiro! O improviso gerou uma boa memória e uma história engraçada pra contar… Ah, e o desejo foi realizado!


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Esse é o lobby do hotel, onde dá pra ver o bar junto ao lago com carpas. Apesar de afastado do centro, o hotel é lindo e o café da manhã, estilo buffet, repleto de frutas vermelhas (raspberry, blueberry, lingonberry, boysenberry), cereais, grãos, pães, frios, sucos e geléias bem diferentes dos que estamos acostumados a ver. Uma delícia!

Há algum tempo, vi uma matéria na TV sobre um Ice Bar inaugurado em São Paulo. Fui procurar o endereço pra deixar aqui pra vocês, mas quando procurava pelo nome do bar na Internet (Espaço Ice), descobri que ele infelizmente, fechou. Reproduzo aqui embaixo a matéria do blog da Vejinha:

Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

Primeiro bar de gelo de SP fecha as portas


O Ice Espaço, bar da Vila Madalena feito de gelo, não resistiu ao verão. Inaugurado em junho passado, o local era uma espécie de iglu urbano. Com 40 metros quadrados, decorado com barras gigantes de gelo, tinha temperatura ambiente de -10ºC. Os clientes pagavam 30 reais para ficar cerca de vinte minutos dentro dessa grande geladeira, degustando drinques que não congelam (todos feitos à base de vodca). Nesta quarta-feira (7), as proprietárias Vanessa Vilela Siqueira e Mary Resende decidiram fechar o estabelecimento. "Paramos para férias no dia 27 de dezembro e pretendíamos reabrir na primeira semana de janeiro, mas desistimos", diz Vanessa. "O problema é que até hoje não conseguimos alvará de funcionamento." Além disso, o número de clientes, que chegava a 150 por noite na época da inauguração, mingou para vinte a trinta no mês de dezembro. Ironicamente, na semana passada, o Programa Amaury Júnior, da Band, reprisou uma reportagem sobre o Ice Espaço. Por causa disso, o telefone do bar não para de tocar.

Que pena, é uma experiência bem divertida…

Beijão e até a próxima semana!!!


assinatura

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Noções Básicas de Fotografia - Parte 1 (editado)

Os diferentes tipos de câmeras

Há tempos que pesquiso sobre as primeiras noções de fotografia. Lembro que quando comprei minha câmera híbrida (meio compacta meio manual), a Sony H7, procurei bastante coisa na internet pra tentar usar a função manual dela. Li um monte sobre abertura de diafragma, velocidade do obturador, iso... eu entendi tudo que lia, mas não conseguia colocar em prática na câmera. E só agora, no curso é que esses fundamentos se consolidaram em minha cabeça.
Então eu pensei em publicar aqui um pouco dessas informações que sempre busquei, tentando dar um caráter mais prático pra que todos pudessem ao menos entender o que suas câmeras fazem. Será uma série de posts que falarão sobre as noções básicas da fotografia, passando por diafragma, obturador, enquadramento e o que mais puder ser útil pra melhorar o resultado de nossas fotos!
Hoje, pra começar, vou falando da diferença entre os diferentes tipos de câmeras. Vamos usar aqui 3 denominações: compactas, híbridas e DSLR. A sua vai se encaixar em uma das três.

DSLR
DSLR ou Reflex são essas câmeras maiores, que todos chamam de “profissionais”, mas que ao pé da letra significam Digital Single Lens Reflex, ou seja Reflex de uma objetiva (lente). Essa figura mostra o que acontece dentro dela e tudo que explico logo abaixo.


A luz entra pela objetiva, é refletida por um espelho de 45º e depois é refletida a um pentaprisma (prisma de 5 lados) até chegar aos nossos olhos. Esse caminho todo da luz possibilita que vejamos no visor a imagem de cabeça pra cima, o que não acontecia nas câmeras mais antigas. O fotógrafo via sim o ser fotografado de cabeça para baixo e invertido.

A denominação é puramente técnica e isso tudo passa pela física, e ótica nunca foi meu forte. Na prática o que se precisa entender sobre as DSLRs é que:


Elas têm um sensor bem maior, quase do tamanho de um filme de 35mm (usado como parâmetro no mundo da fotografia). Isso proporciona melhor qualidade de imagem e menor nível de ruído (você vai entender isso melhor nos próximos posts da série!).

As lentes desse tipo de câmera são mais bem elaboradas, proporcionando uma melhor imagem e resultado final. Além de poderem ser trocadas, coisa que nas outras modalidades não é possível.

Controle total sobre a câmera. Elas dispõem da função manual e fotômetro (dispositivo que mede a luz na cena) que proporcionam que você escolha a exposição adequada usando iso, obturador e diafragma, que vocês verão no próximo post da série.


Compactas
As câmeras compactas eu acho que todos sabem quais são, né? São as xeretinhas que vemos por aí. Perfeitas par carregar na bolsa e registrar todo o cotidiano. Elas têm suas limitações técnicas, mas é possível se conseguir belos resultados com elas se você tiver um bom olhar fotográfico. Vamos entender na prática?

Elas não costumam ter a opção MANUAL, mas sempre oferecem opções pra diferentes situações de fotografia. Fotografia noturna, retrato, paisagem, praia... pra cada uma dessas opções a câmera pensa por você e faz o ajuste que você faria no manual se ela tivesse a função e você o conhecimento.

Os sensores são bem pequenos, isso reduz bastante o custo, mas com um sensor tão pequeno a qualidade da imagem é sacrificada e o nível de ruído aumenta consideravelmente em condições de pouca luz.

Suas lentes são bem mais simples, isso influencia diretamente na qualidade da imagem obtida.

Seu objetivo é apontar e clicar. Você não precisa se preocupar com mais nada, é compor a cena e “soltar o dedo”!!

Possuem opções de zoom variado, mas atenção!! Desconsidere, sem dó nem piedade, o zoom digital. Ele só serve pra deformar a imagem, é como se você pegasse a foto pronta e cortasse aquele pedaço desejado... normal perder a qualidade, né? Então, esse é o zoom digital... de zoom ele não tem nada. Se gosta de câmeras com zoom fique ligado na especificação do zoom ótico, esse sim aproxima a imagem e não deixa que a qualidade se perca se você tiver a imagem estável.


Híbridas ou Super Zoom
Como o próprio nome já deixa entender, estão no meio do caminho. Na prática...


Possuem a função manual, mas com algumas limitações. É possível fazer algumas brincadeiras e usar a fotometria a seu favor.

O sensor tem um tamanho que fica entre as DSRL e as compactas.

As lentes tem uma qualidade boa, você percebe até na sua robustez. a troca de lentes é um diferencial em relação às DSLRs, nas híbridas elas são fixas. Mas em muitas marcas, quiçá todas, consegue-se comprar outras lentes fazendo uso de adaptador, assim como filtros, como o polarizador.

Aqui a brincadeira fica bem divertida e o investimento é bem menor que numa DSLR, né?


Agora ficou fácil perceber as diferenças básicas entre elas, não é?

  • Ter ou não a opção manual
  • Tamanho do sensor
  • Complexidade das lentes



É ou não é o que vemos por aí nas fotografias? Conseguiu entender onde a sua câmera está classificada?

E pra provar que não é o equipamento que faz boas fotos, que é preciso muito mais um olhar crítico e criativo e alguma noção estética que um sensor fullframe, me diz aí se você descobre que foto eu tirei com que tipo de câmera?
Amanhã passo aqui pra editar o post e colocar a legenda com datas, locais e câmeras usadas!!

Boa semana e até segunda!



Itamambuca - FEV/09 - Tirada com Hibrida - Sony H7

Niver do Gui - MAI/09 - Tirada com DSLR - Canon 40D

Itamambuca - FEV/09 - Tirada com Hibrida - Sony H7

Abrolhos - DEZ/08 - Tirada com Hibrida - Sony H7

Bariloche - AGO/08- Tirada com compacta - Sony W55

Abrolhos - DEZ/08 - Tirada com Hibrida - Sony H7

Bariloche - AGO/08- Tirada com compacta - Sony W55

Fortaleza - ABR/04 - Tirada com compacta - Sony 1º geração (P90?)

Bariloche - AGO/08- Tirada com compacta - Sony W55

Jericoacoara - ABR/04 - Tirada com compacta - Sony 1º geração (P90?)

Bariloche - AGO/08- Tirada com Hibrida - Sony H7

Bariloche - AGO/08- Tirada com Hibrida - Sony H7

Abrolhos - DEZ/08 - Tirada com Hibrida - Sony H7

Itamambuca - FEV/09 - Tirada com Hibrida - Sony H7

Fortaleza de Santa Cruz - ABR/09 - Tirada com DSLR - Canon 40D

Praia de Charitas - ABR/09 - Tirada com DSLR - Canon 40D


Editado:

O que eu quis com essas fotos aqui não era simplesmente mostrá-las ou fazer um concurso de quem acertava mais. O intuito era provar pra vocês que a câmera não importa! Temos aqui os 3 tipos citados no texto e em algumas delas é bem dificil distinguir qual foi tirada com que câmera. Até eu me confundo às vezes, sabiam? Aquela paisagem de Bariloche, as árvores nevadas, é uma das minhas preferidas e foi tirada com uma compacta!!! E essas de Fotaleza, em 2004? Foram feitas com a primeira geração de Sony, umas compridas, lembram?? Não precisa ser expert pra deduzir que a qualidade das câmeras daquela geração ficam no chinelo perto da sua xeretinha de hoje em dia, né?

Então, antes de pensar em trocar de câmera, vender a sogra pra comprar uma profissa, entenda melhor sua câmera, veja até onde ela vai, LEIA O MANUAL!!!! Enxergue suas limitações e no que ela não te atende pra só assim você entender de que tipo de câmera precisa. Uma câmera "profissa" vai te dar uma qualidade de imagem absurda, isso não tem como negar... mas será que a imagem vai ser boa? Vai conquistar e convencer?? Isso depende só de você e não do equipamento!!

Aguardem os próximos posts... vamos falar muito sobre o assunto!!! Tragam dúvidas, sugestões. O que eu não souber vou pesquisar e discutimos aqui! ;)


sexta-feira, 19 de junho de 2009

O bem que as palavras me trazem

Tenho uma relação de paixão com as palavras. Verbais, orais, descritas, contadas, elas são meu instrumento e aconchego. São, tal como eu e você, expressões viscerais do que carregamos conosco. Embora tantas vezes façamos delas apenas a voz da pequena parte que queremos ou permitimos que todos a nossa volta conheçam. Ou reconheçam de nós. Somos atores sempre, representando em gestos e sons o texto que escrevemos para cada ocasião, cada pequeno passo, cada grande movimento.

Essa semana, enquanto burilava um pouquinho o texto das histórias de amor publicadas no post de ontem da Lucia – e vale a explicação: elas estão descritas exatamente como foram contadas; fui apenas a maquiadora suave, corrigindo tons e cores – viajei ao sabor da interpretação que dei àquelas palavras. E da mesma forma que fazemos quando lemos um livro, construí meus personagens e dei vida, roteiro e texto para cada um daqueles casais, imaginando personalidade, arquitetando o cotidiano e até planejando alquimicamente o que poderia representar o futuro de cada um deles.

Blogs são instrumentos curiosos para sabermos tanto da vida de outras pessoas e, ao mesmo tempo, não sabermos nada. Vemos as fotos que as pessoas querem mostrar. Lemos as histórias que elas permitem contar. Conhecemos os detalhes para os quais elas autorizam o nosso olhar. De resto, é tudo imaginação e personagem; interpretação e leitura; criação e prazer.

Se eu gosto disso? Pessoalmente, adoro! Vibro em construir na minha cabeça, através dos posts, dos comentários, das entrelinhas, dos pontos de exclamação e expressões onomatopéicas – como os ah!!, rsrsrs, hunf, tic-tac e outros – o avatar humano de cada uma das pessoas. E tal qual a bonequinha de papel de minha infância – da qual recordei lendo um post da blogueira Ruby Fernandes – que comprávamos na banca de jornal e que destacávamos da cartela junto com suas várias opções de roupas, é experiência deliciosa a montagem vagarosa do quebra-cabeças de cada personagem.

Como não reconhecer também na palavra a forma grandiloquente de fazer isso possível? Como é que vocês que me leem interpretam o que sou, como sou? Sou capaz de me revelar em meus textos a ponto de possibilitar que cada um dos que me leem sejam capazes de construir o avatar da Verônica? Esse é também o desafio que proponho nesse post. Até porque temos como ideia fazer de alguns dos próximos textos de sexta-feira o espaço para que todos conheçam, ou que pelo menos construam em sua imaginação, cada uma das Criativas.

E é também porque me escravizo à força das palavras, textuais ou verbais, que gostaria de encerrar o post dessa semana falando de duas pessoas que pertencem ao meu território do sagrado, que é onde mantenho aqueles que encantam e felicitam cada momento de minha trajetória terrena. Minha mãe e minha grande amiga Jane, que fizeram aniversário esta semana e que foram por mim brindadas com o bem que me é mais caro: a expressão do meu olhar de amor. Sereno e intenso. Minha mãe, em sua fragilidade intrínseca e profunda fortaleza, para quem meus gestos de afeto jamais conseguirão contar de meu amor inteiro; e Jane, que em sua grandeza espiritual e plácida, cotidianamente espelha e me lembra do que sou, para onde vou e o quanto de nosso caminho segue na mesma direção. Amo as duas. Muito e sempre.

Beijo grande!!! Até sexta!!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Histórias de Amor de Mulheres Apaixonadas...

lha quantas histórias de amor lindas que nós recebemos...

Ana Carolina



Já tinha 30 anos e uma certa descrença no amor quando me vi completamente apaixonada. Irremediavelmente entregue àquele sentimento que te faz pensar na pessoa amada as 24 horas do dia.

Já tinha passado por muita coisa, conhecido muita gente, me envolvido e frustrado muitas vezes. E quando menos esperava, aquele friozinho adolescente apareceu novamente.
Conheci o Marco numa festa do meu irmão em uma boate de Itaipu, em Niterói. Como as festas dele são sempre muito animadas, convidei um amigo do trabalho e pedi a ele que levasse amigos solteiros para embelezar a festa. Pedido feito, pedido aceito.

Quando ele chegou, levava junto oito amigos. Dançando com vários grupos, uma determinada hora meu olhar cruzou com um dos rapazes trazido pelo meu amigo. Não demorou muito e ele já estava do meu lado, puxando papo. Mais algum tempo de conversa e os beijos rolaram.

No final da festa, já às cinco da manhã, Marco pegou meu telefone e ainda me acompanhou até o carro do meu irmão mais novo. E sabe àquilo que a gente sempre espera de um menino que não nos deixa na porta de casa? Aquela ligação para saber se você chegou bem? Pois é! O Marco ligou as 5:30 da manhã para saber se eu estava bem. Fiquei tão chocada quanto encantada! E posso garantir que isso foi fundamental para que eu olhasse para ele de forma diferente.

No dia seguinte, ele ligou e combinamos uma pizza na segunda-feira para nos conhecermos melhor. Percebi muitas coisas em comum e continuamos nos encontrado. A felicidade tomou conta do meu sorriso e todo mundo percebia. Sem contar o friozinho adolescente toda vez que ele ligava ou quando eu o encontrava. Sim, é verdade. Voltei no tempo, virei criança encantada. Depois de um ano e meio de namoro, casamos!
O verso dessa música estava no nosso convite de casamento.

“Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim...
Assim como viver sem teu amor não é viver
Não há você sem mim, eu não existo sem você”.

Estamos casados há três anos, temos uma filha linda e nos mantemos eternamente namorados.

Camila


Nossa história começa em 1998. Com 15 anos ganhei de aniversário uma viagem para Disney. Como fiquei responsável por pesquisar e organizar tudo, acabei escolhendo uma agência que fazia excursão voltada para o público jovem. Depois de muitas montanhas russas e noites ouvindo juntos Paralamas no walkman, eu estava apaixonada pelo Bernardo. Ele não me dava muita bola, mas quando percebeu o meu interesse resolveu ver no que dava. Passamos os últimos dias da viagem juntinhos e, como dois adolescentes, a separação no aeroporto foi um drama, parecia que nunca mais íamos nos ver. Dois dias depois já estávamos no cinema, assistindo “Será que ele é” e comendo na Chaika! Ele lembra de cada detalhe, as roupas, o que comi... é tão divertido relembrar!

A partir daí foram incontáveis encontros depois da escola, festas de 15 anos das amigas, fins de tardes na praia da Barra, infinitos cinemas, milhares de horas pendurados no telefone, festas de familia, shows no Metropolitan, 3 Copas do Mundo (ano que vem será a quarta!), formatura de colégio, vestibular, carteira de motorista, as primeiras viagens, horas estudando estudando física e cálculo (apesar de 2 anos mais velho cursamos algumas matérias juntos na faculdade), almoços no Couve Flor, caminhadas nas Paineiras, idas na cachoeiea do Horto...

Durante esses anos também tivemos que suportar a saudade! Fiz intercâmbio duas vezes e passar seis meses namorando à distância foi um desafio, mas que, sem dúvida, foi tão importante quanto todos os outros. No primeiro, fui para Inglaterra e achei que não ia suportar. No segundo, fui fazer faculdade nos EUA e a viagem mexeu muito comigo. Assim que voltei passei por um momento difícil e precisei de um tempo sozinha para colocar os pensamentos no lugar. Ficamos dez meses separados... doeu demais, mas tenho certeza que foi necessário para que a gente pudesse chegar onde estamos hoje. Passei muito tempo tentando afastar ele de mim (mas quando a corda esticava demais, eu dava uma puxadinha ) e depois de pensar nele nos momentos mais importantes que passei , percebi que não tinha mais escapatória. Se eu perdesse ele ali, não teria mais volta.

Passamos um tempinho namorando escondidos, mas era impossível disfarçar. Três meses depois fomos morar juntos e começamos essa nova fase! Alugamos um apartamento da Urca e um mês depois ele juntou dinheiro para comprar a aliança e me pediu em casamento! Foi um sonho!

Vamos completar um ano de casados e apesar dos altos e baixos, acho que conseguimos manter o mesmo clima de 11 anos atrás: a gente se diverte um com o outro! Ele é meu marido, meu amigo, meu companheiro... minha vida!

Sybelle


Primeiro eu o achei lindo; depois trocamos algumas palavras; em seguida, nos beijamos e quase perdi o ar; e desde esse dia esqueci de tudo o que um dia senti por alguém, porque certamente não era nada perto do que, a partir daquele instante, descobri. Sabia que seríamos mais que amigos. Nossa química era perfeita e quando nosso olhar se encontrava, o mundo ganhava uma dimensão ainda mais harmônica e confortável. Logo estávamos namorando e tal qual um bilhete da sorte, desde então minha vida se fez repleta de acontecimentos maravilhosos.

Ficamos noivos em agosto de 2002. Estávamos tão completamente apaixonados, tão vidrados um no outro que não sabíamos mais ficar separados. Minha vida tinha uma nova razão e ficar juntos era fazê-la real. Quando já pensávamos em casar, fiquei grávida de nosso bem maior; Gabriel. Em agosto de 2004 entrávamos na igreja e já tendo comigo na barriga o nosso fruto. Foi o nosso primeiro brinde de uma vida a três.

Gabriel nasceu dia 28 de Janeiro de 2004, data cabalística e que marca o dia em que nos beijamos pela primeira vez. Impossível não crer e festejar o que o destino escreveu para nós todos. Em algum lugar estava escrito que nossa linha da vida se encontraria e que estaríamos predestinados a ser felizes juntos.

Medos, inseguranças e fragilidades do passado foram sendo desconstruídos com o passar do tempo e as novidades maduras de um casal, nossa casa e rotina se transformaram em bens essenciais para nossa felicidade. Não sei se conseguiria ficar sem o meu amor, mas sei que a paixão só aumentou durante esses 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009 juntos.

Simone


Há 18 anos que Ronaldo está na minha vida. Começou em 1991, quando nos conhecemos e ele iniciou a sua grande batalha para me conquistar. Na época eu tinha um outro namorado, com quem fiquei por quatro anos. E mesmo assim, nunca deixei de sentir seus olhares. Quando terminei o namoro e fiquei um ano solteira, decidi estudar novamente. No dia da matricula, quem estava lá? Ele, matriculado no mesmo curso. Na hora da definição da sala de aula, não é difícil de imaginar quem encontrei por lá. E o único lugar disponível na sala era exatamente em frente a ele. Logo imaginei o quanto seria desagradável ter que agüentar a paquera do cara todos os dias. Mas não foi assim. E como nas terças-feiras tínhamos uma aula à mais, não demorou para que ele me oferecesse uma carona em sua Vespa.

Carona vai, carona vem, um dia ele veio com um papo de que estava interessado em uma menina, mas tinha dúvidas se era correspondido. Ri na mesma hora. Sabia que ele estava falando de mim. E a verdade é que meus olhos já não o viam mais como o chato paquerador e sim como o paquerador afetuoso.
Claro que histórias de amor têm pequenos senões e nesse caso os dois tinham namorados. O meu morava em outra cidade, mas a dele era uma coisa mais séria. Ainda assim, nesse dia nos beijamos pela primeira vez. E foi bom demais.

No dia seguinte, na sala de aula, minha vergonha era do tamanho do mundo. E ficou maior quando ele me disse que precisávamos conversar bem sério ao final da aula. Me deu um enorme aperto no peito. Mas quando ele veio falar, contou que tinha terminado tudo com a namorada e que queria ficar comigo.

Bom...namoramos onze anos e meio e em novembro desse ano vamos fazer sete anos de casados. E desse amor de história longa nasceu a flor mais linda e perfeita que uma pessoa pode ter: Mariana, uma pessoinha que é a razão de nossa existência e o alimento de nosso amor.

Ruby


E tudo começou numa quadra de handebol. Estávamos em agosto de 1987, eu tinha 14 anos e treinava com o time da escola. Foi a primeira vez que o vi. Naquele dia o técnico do time faltou e aquele menino fofo, que tinha chegado de mansinho em sua Caloi 10, é que daria o treino. Embora ele também tivesse 14 anos, eu não o conhecia porque tinha repetido a sexta série. Depois desse dia, aquele primeiro olhar que trocamos cristalizou o tempo porque nunca mais nos desgrudamos. Ainda não estávamos namorando, éramos ótimos amigos, mas no final desse ano ele se formou e mudou de escola. Durante alguns meses ele insistiu em querer me namorar, mas eu sempre dizia que não. Tinha medo de começar a namorar tão cedo. Talvez porque eu já soubesse que aquela seria prá sempre a minha história de amor.

No dia 1 de maio de 1988 cansei de resistir e começamos um namoro que continua até hoje. Em alguns períodos estivemos distantes, mas nunca separados. Durante o segundo grau cada um estudava em uma escola e ele cismou de fazer a Academia das Agulhas Negras. Confesso que fazia de tudo para tentar esquecê-lo, achava que éramos jovens demais – tínhamos 18 anos – e que seria melhor cada um tomar seu rumo. Mas não conseguíamos. Passamos um ano assim, nos vendo apenas nos finais de semana, e quando ele voltou de vez, como pensar friamente se daria ou certo ou não, se era o melhor ou não. Impossível era ficar separado.

Em 1993, já na faculdade, estávamos mais apaixonados que nunca e curtindo esse amor de forma intensa. Ele trabalhava num banco e eu em um escritório de contabilidade; almoçávamos quase sempre juntos e à noite, cada um para seu curso. Nos finais de semana eu dormia na casa dele, e me dava super bem com sua família, especialmente sua mãe (infelizmente, já falecida). Foi quando me senti muito mal pela primeira vez. Não dei muita atenção, mas com o passar dos dias foi ficando muito freqüente e resolvi procurar um médico.

Diagnóstico: Gravidez!!! Quase caí dura! Como assim? Me lembrei de um pequeno descuido...Fui ao trabalho dele na hora em que saí do consultório e quando contei, ele ficou muito feliz. Eu,no entanto,estava muito assustada. Todos os pensamentos possíveis passavam na minha cabeça. Éramos dois jovens de 20 anos e já com filhinho para criar? E a faculdade? Como sustentar uma criança ganhando tão pouco? Primeiro contamos para a mãe dele, que também se assustou, mas como era uma pessoa incrivelmente de bem com a vida, logo me disse: “Como assim eu sou promovida à avó tão rápido?” Depois foi para minha mãe, uma pessoa mais difícil e que se no princípio não gostou, logo depois estava feliz e dividindo essa alegria com todos nós.

Casamos somente no civil em 3 de setembro de 1993. Dizer que tudo foi um lindo conto de fadas seria mentir. Foi uma fase estranha na minha vida. Fui morar na casa da sogra, a barriga crescendo, o humor alterando, as roupas apertadas e sim, eu não estava preparada psicologicamente para ser mãe. Tanto que não tenho nenhuma foto da gravidez. Ele,no entanto, tinha toda paciência do mundo comigo e fazia todas as minhas vontades. Mas minha chatice mudou no dia 22 de fevereiro de 1994, quando ouvi um chorinho calmo e vi os olhinhos azuis do filhote pela primeira vez. Sim, filho vem com bula e quando pensamos que não saberemos como cuidar, tudo fica claro na cabeça da gente.

Colocamos no bebê o mesmo nome do pai e, a partir de então, ficamos mais unidos ainda. Quando o filhote completou 1 mês, alugamos nosso primeiro apê. Maridoco continuou a faculdade à noite, trabalhava durante o dia e eu parei com tudo, deixei o trabalho e tranquei a faculdade. Durante quase quatro anos foi assim. Em 1998, voltei a estudar e maridoco cuidava do filhote, agora com quatro anos. Hoje nosso mocinho tem 15 anos!

Em 2004, quando nossa vida caminhava em mar de tranqüilidade, inclusive financeira, o pai do maridoco faleceu e ele, que tinha pelo pai uma admiração enorme, ficou muito mal e deprimiu. Na época, morávamos em uma cidade pequena com 48.000 habitantes, super bonitinha e ótima para criar filhos pequenos ou morar depois da aposentadoria. Foi quando, sem mais nem menos, maridoco cismou que queria sair de lá e me perguntou em qual cidade eu moraria. Brasília era uma das opções e foi justamente a que escolhi.

Vendemos tudo e, em setembro de 2005, chegamos em Brasília. Alugamos um pequeno apê e até nosso lindo boxer veio junto. Aliás, ele é parte importante em nossa adaptação porque nos deu muita força. Não é a toa que amamos cachorros! Maridinho estudava dez horas por dia para fazer concurso público e, graças a Deus, passou. Hoje se orgulha em ser auditor da Controladoria da União.

Foi uma fase muito difícil, cheia de medos, de descobertas, mas enfrentamos tudo e sempre juntos. Em janeiro de 2007, a mãe dele faleceu e,, mais uma vez tivemos que nos apoiar um no outro. Em 2008 com a vida já menos difícil e mais tranqüila, começamos a praticar esportes. E é claro que juntos. Eu corro e ele faz triátlon

Hoje somos como um só porque passamos 21 anos aprendendo e ensinando um para o outro. Se tivesse que passar por tudo novamente passaria, mas só se fosse ao lado dele.

Nossa família é meu maior tesouro.

Rosi


Dois mil e seis foi um ano de perdas e de aprendizado para mim.
Aprendi que o orgulho e a arrogância não levam a nada e tento, desde então, manter esses desvios sob controle. Eu imaginava que o orgulho era uma forma de me valorizar, de mostrar a todos o meu valor, resultado de meu esforço. Que a arrogância tinha outro nome e que se tratava de um traço de personalidade. Grande bobagem! Infelizmente perdi meu emprego de seis anos e um relacionamento de cinco. Caí sem forças e fiquei assim por um bom tempo. Via as coisas que mais amava indo embora, (hoje percebo que não as amava tanto assim) e não podia fazer nada, exceto lamentar a perda. Como foi difícil para mim.
Quem estava ao meu lado significava muito para mim. Embora nosso relacionamento estivesse desgastado, não queria terminar. Tinha medo de ficar só. Quando aconteceu, fiquei em pedaços, mas tinha que ser forte.

Me olhava no espelho e me sentia incapaz, feia, gorda, fracassada, bem negativa. Alguns amigos (que se classificavam assim) sumiram e pude também perceber quem era de verdade ou não. Até minha fé estava abalada, relutava em voltar às origens, tinha vergonha por ter me afastado de uma casa espiritual que sempre me ajudou e com vergonha da minha situação atual. Mas deixei meu orgulho de lado e voltei. Segui novamente todas as orientações e assim tenho seguido desde então.

O meu aniversário foi um divisor de água. Conquistei novos amigos, um novo emprego, exorcizei um sentimento de meu coração, recuperei minha auto-estima e passei a pensar que quem estava perdendo era quem não estava comigo.
No novo emprego conheci um grupo de pessoas muito animadas e sempre nos reuníamos para tomar uma cervejinha depois do expediente. Numa dessas saídas, fomos a um jogo de futebol seguido de um churrasco. entre os funcionários que habitualmente ocorre nas quintas-feiras. Eu e uma amiga ficamos separadas do restante do pessoal, conversando em uma mesa. Um dos rapazes que não estava jogando se aproximou e ficou conversando conosco. Depois de um bom tempo acompanhei minha amiga no banheiro e comentei o quanto achava o rapaz metódico, embora fosse bem jovem. Ficamos ainda conversando por um longo tempo, mas não simpatizei com ele.

No dia seguinte fizemos outra happy hour num bar próximo à empresa. Convidei um dos rapazes para se juntar a nós e junto estava o rapaz do dia anterior, que sorriu e veio junto.

Por incrível que pareça, o rapaz que tinha o estranho apelido de “Filhão” ganhou um brilho diferente para mim naquela noite. Se foi efeito ou não da bebida, não sei. Mas gostei de estar ao seu lado,de conversar. Ele também estava mais descontraído e a noite foi ótima.

Tínhamos uma festa em comum para o próximo final de semana e combinamos de nos encontrar lá. Nessa altura, o mundo já tinha percebido o meu interesse nele. E as minhas milhares de dúvidas também. Ele era o oposto de tudo o que eu idealiza para mim. Para começar, era sete anos mais novo do que eu.

Minha amiga Rosana foi o cupido da noite e disse a ele que eu estava a fim. Entretanto, na festa só tinha funcionários da empresa e todos sabíamos que não era permitido relacionamentos entre funcionários. Ele tentou me explicar o porquê de que “ficarmos” naquela noite, mas não aceitei. Roubei um beijo. E o que veio depois foi absolutamente maravilhoso. Ele me puxou em um cantinho escondido e me beijou até me deixar sem fôlego. Naquele momento eu percebi: havia encontrado o amor da minha vida. Ficamos juntos até o dia amanhecer.

Reencontrá-lo na empresa foi bastante estranho porque tínhamos que disfarçar nossa atração. Liguei na terça-feira, saímos na quinta, na sexta e nos finais de semanas também. Evitávamos almoçar juntos para não dar motivos para comentários. Porém, quando o mundo era nosso, não existia mais ninguém.
Um dia ele me disse o quanto se sentia só, que queria uma pessoa para ele e que estava muito envolvido. Pediu para que eu não brincasse com ele e com seus sentimentos. Se por um lado eu temia ser descoberta na empresa, por outro só queria viver esse amor intenso e grande.

Ignoramos as convenções e regras e fizemos do nosso amor a razão maior. Resolvemos morar juntos e dividir muito mais do que sonhos. Conhecemos as respectivas famílias e em apenas quatro meses de namoro já tínhamos virado marido e mulher.
Pode parecer assustador mudar de caminho, mudar sua vida assim por alguém que não se conhece direito. Muito mais assustador, contudo, é passar os anos e perceber que se levou uma vida sem emoção e sabor.

Estamos juntos há dois anos. Tivemos que superar nossos medos, nossos preconceitos pela diferença de idade e todos aqueles angustiantes momentos de temor de que soubessem na empresa. Mas isso também resolvemos. Mudei de emprego, estamos às vésperas de comprar nosso apartamento e já pensamos em um filhote.

O amor, enfim, aconteceu.

Roberta Mollica


Em março de 2002, mudei de emprego. No novo trabalho fiquei amiga da Paula, que vivia dizendo que tinha um amigo para me apresentar. Segundo ela, ele tinha tudo a ver comigo, tínhamos os mesmos interesses e ele até torcia pelo Fluminense, como eu. E Paula planejava estratégias para me apresentar ao cara sem que ficasse óbvio um clima de encontro previamente combinado. Mas o tempo passava e a oportunidade para a gente se conhecer nunca chegava. Eu já achava que nunca iria conhecer o tal Gustavo.

Depois de oito longos meses ouvindo falar que eu tinha que conhecer o Gustavo, Paula finalmente marcou um encontro. Seria numa sexta-feira do ano de 2003, no bar Devassa, no Leblon. Paula iria com seu namorado, Marcelo, e tinha convidado outras amigas do trabalho para que houvesse mais gente junto no encontro. Por essas acontecimentos encantados da histórias de amor, acabou que ninguém pôde ir e fomos só nós quatro. Um detalhe: alguns dias antes tinha acontecido o casamento da minha amiga Vanessa e pela primeira vez na vida peguei o buquê da noiva! Exatos seis dias depois conheci o amor da minha vida...

Ao chegar lá, os três já estavam (Paula, Marcelo e o Gustavo). Achei ele bonito, simpático, mas confesso que,, naquele dia ainda fiquei em dúvida se tinha gostado mesmo dele ou não. Hoje percebo que tive medo de perder minha liberdade, pois nessa altura da vida eu estava solteira e tranquila, após alguns relacionamentos complicados em que mal tinha espaço para mim e me sentia sufocada.

Bem, a noite foi boa e, no final, ele me acompanhou até o meu carro. Foi um cavalheiro e perguntou se poderia pegar meu telefone com a Paula. Eu disse que sim. Durante três semanas nos falamos por telefone. Ele me convidou para sair algumas vezes e eu dizia que já tinha outro compromisso. Na verdade, tinha compromisso sim, mas de fato acho estava com receio de me entregar novamente. Não sei como ele não desistiu de mim. Ainda bem que não. Depois ele me contou que sentia que ainda valia a pena insistir...

Aceitei o convite para sair em uma sexta-feira, dia 13 de junho e dia de Santo Antonio. Ele foi perfeito e me apaixonei nesta noite. Apareceu lindo e cheiroso para me buscar em casa e me levou para jantar em um restaurante japonês super romântico e à luz de velas. A noite foi ótima! Depois do jantar, ele parou o carro na rua de trás e aconteceu o primeiro beijo.

Cheguei em casa nas nuvens e com a certeza que ali começava uma linda história de amor. Com seis meses de namoro, ele me pediu em casamento e inflacionando o mercado, como diziam alguns amigos nossos...

Estamos juntos há seis anos, casados há quatro e, recentemente, aumentamos a família. Temos uma filha de nove meses e sempre, sempre muito felizes!

Raquel


Sabe aqueles dias em que você não está a fim de sair de casa? Que você até tem um convite para a boate, mas já está cansada de beijar uns caras com os quais nunca mais vai falar na vida? Num dia de abril do ano 2000 eu estava assim. Mas minha amiga insistiu tanto que topei. Era aniversário de uma amiga dela que, por esses desenhos generosos do destino, era também amiga do Nilo.

Mas quem é Nilo? Ele é a razão de ser dessa história e o amor da minha vida. Conta a lenda contada pelo Nilo que ele se apaixonou assim que me conheceu. Posso garantir que para mim não foi assim que aconteceu. Mas ele foi tão insistente, que ficamos naquela noite. Também combinamos cinema para o dia seguinte, mas eu não estava nada empolgada. Na verdade, estava saindo com uma cara de quem realmente gostava, embora ele não estivesse nem aí para mim.

Pois não é que o Nilo me ligou no dia seguinte! E eu nem estava em casa. Suava na academia para queimar as calorias do final de semana. Meu irmão ligou para o meu celular, perguntando sobre um “tal de Nilo que já te ligou três vezes”. Na hora, imaginei: que cara chato, porque fui ficar com ele, vai ficar me ligando o tempo todo.

Retornei a ligação, disse que estava na academia e que não ia dar para ir ao cinema. Ele insistiu para que saíssemos em outro dia da semana, concordei, mas novamente não liguei muito. É claro que o cara ligou, não é! Onde eu estava? Na academia! E a resposta foi a mesma: não quero sair não. Depois disso, ele não me ligou mais. Também, não é!

Continuei saindo com aquele carinha que não ligava a mínima para mim (como pude ser tão idiota?) ... até que um dia a ficha caiu. Coloquei um ponto final nessa historinha frustrante. Nesse mesmo dia, revirando minha bolsa, encontrei o papelzinho dobrado com o telefone do Nilo (aquele pedaço de guardanapo amassado da boate e com a letra dele). Já tinham passado duas semanas desde a última vez que ele me ligou. Pensei: será que ele ainda vai lembrar de mim? Na dúvida, liguei. E olhe que eu nem estava pensando em sair naquele dia. Estávamos no domingo e já eram umas oito da noite. Quando ele atendeu, na mesma hora pediu meu endereço e foi me pegar para darmos uma volta. Não sei como ele chegou na minha casa tão rápido, mas foi tão rápido que o tempo mudou seu rumo e, desde este dia, estamos juntos e apaixonados!
Casamos em outubro de 2003 e fizemos uma festa linda numa casa no Alto da Boa Vista. Foi o casamento dos meus sonhos! Ah, acho que nem preciso dizer, mas aquela nossa amiga foi nossa madrinha também!

Em 2007, para coroar este relacionamento tão feliz e bonito, a Nic chegou, cheia de vida e alegria, nos dando a certeza de que, a cada dia, seremos mais felizes!
Por enquanto, ainda somos três, mas em breve seremos quatro, cinco, quem sabe, seis?

Lu Brasil


Julho de 2000 - Eu estava namorando já há 2 anos com Remildo, um namoro desgastado, traição dos dois lados, ciúmes, desconfianças...cansaço. No início das férias, depois de ser estimulada pelo ex-noivo, Sandro, a sair desse relacionamento falido, resolvi terminar tudo... “Olha Sandro se eu terminar e tu me abandonares às moscas aqui nas férias eu te mato...pode me levando em todas as barcas que tu fores viu?”. Dito isso, passei o mês todo amargando uma fossa em boa companhia.

Quem me levou pra igreja foi a Karla. Acho que nunca expliquei nossa relação: ela estudava na minha turma na universidade, me dava maior força com matemática, eu gastava maior força com o mano dela, kkk. Sabe né? Eu vivia na casa dela...nada como unir o útil ao desagradável. Então, a Karla, a Luana (prima deles e hoje em dia namorada de Sandro, eita enrolada!!!) e outras amigas, tinham medo de eu arrumar outro namorado que não fosse do meio...e desandar de novo, tipo me afastar. Nem preciso dizer que o nome Galeno não passou nem perto dessa lista. Não que ele não fosse bom partido...mas porque ele não se encaixava no perfil que eu sempre procurava.

Ia rolar um Encontro de Jovens, era esse o momento que eu mais encontrava com o Ga, porque ele não era muito assíduo nos cultos, e freqüentava outra facção da Igreja, a das certinhas-julgadoras do mundo. O Remildo o odiava, sempre dizia que ele era a fim de mim, É que Ga sempre foi saído, atiradão...até hoje jura de pé junto que não era a fim de mim...mas sabia minhas roupas de cor, até que ano usei aparelho no dente só na arcada superior, meu penteado...sei, sei.

Nesse encontro é que colocaríamos em prática a “Operação Judson”, o escolhido por minhas amigas. Consistia em estar sempre onde ele estivesse, tropeçar acidentalmente, até lugar na mesa no refeitório as doidas conseguiram pra mim, espiãs por todo o local onde rolava o Encontro de 3 dias, que terminaria no domingo 06 de agosto, meu niver.

Nem preciso dizer que tava um fracasso. Primeiro porque eu sempre achei Judson consagrado demais para mim, difícil de me enquadrar...segundo porque sempre fui ruim de caçar em bando.

Daí no Domingo, meu niver, o Ga, aquele que nem era a fim de mim, foi na sala da minha equipe e deixou uma torta alemã (que eu odeio, mas ele não sabia coitado) com uma vela...eu nem tava lá, tava provavelmente fazendo charme igual uma lesa, kkk, e comeram, aff. Mas deixaram uma fatia pra mim (povo de Deus é bacana ta vendo?)

Daí fiquei olhando ele com outros olhos, achei super fofo, examinando e tal... Cheguei com a chefa da “Operação Judson”, a Karla... Perguntei o que ela achava do Galeno e ouvi assim: “Ele é legal...tem certeza? É super mulherengo. Pastor já até chamou atenção dele porque ta passando uma limpa na Igreja com essa lábia e jeitão divertido, sem falar que e Astrogilda, a Cremilda e a Jovenilda são a fim dele...”Pronto, falou a palavra mágica COMPETIÇÃO.

Então a “Operação Judson” virou “Operação Galeno”, só que houve uma coisa chata, ele teve um problema sério de saúde na família, uma pessoa mega importante pra ele ligou e contou. Ele teve muita fibra, não largou o encontro porque o cargo dele não poderia passar adiante, mas chorou muito e ficou abalado, e isso doeu muito em mim, vê-lo assim, no dia do meu niver...A operação foi suspensa.

Na terça, depois de muito relutar, peguei a agenda que tem o nome de todos os encontristas e liguei pra casa dele...” Oi Galeno...sabe quem está falando? (pergunta idiota já que nunca tínhamos nos falado). Nnão, quem é? (resposta óbvia). É a Lu da igreja (arf arf arf). Hum, mas qual Lu? Tem tantas... (por essa e não esperava, rs). A Lu Nunes. Mentira, jamais ela me ligaria, é você mesmo? nossa, jamais imaginaria isso...Puxa, falou o nome de todas as Lu... É que nunca imaginei que um dia você me ligaria. É... É...Então, legal o Encontro né? Mais ou menos, pra mim teve um final triste. Ah é! (anta, anta, anta)

Descobri que ele era advogado, pensei “Me dei bem”, conversa vai, conversa vem, não sei se eu, atirada, convidei, ou ele, fácil fácil, se convidou pra ir no meu ap na noite seguinte, já que viajaria na quinta para Uberaba, pra fazer companhia a pessoa que estava dodói precisando dele. O negócio é que, na quarta a noite, tava lá eu, trocando de roupa 1000 vezes, fazendo chapinha, escovando os dentes (não que eu só escovasse nessas situações, claro!) até supermercado eu fiz, porque como eu morava sozinha, chegava em casa e não tinha o que comer tomava um copo d’agua e dormia, relapsa? Sim, mas pelo menos a economia me rendia algumas bolsas Victor Hugo e um corpitcho 36 né? Super ansiosa, e lá pelas 8 da noite a pessoa liga e diz que não vai dar pra ir porque tinha que terminar umas coisas já que ia ficar ausente até o dia 16 (nessa hora eu já deveria ter previsto meu futuro de mulher de workaholic).

Fiquei arrasada. E foi-se. Gente, vocês não tem a menor noção da paixonite que me deu...eu era funcionaria publica do IBGE, e por isso mesmo não tinha nada pra fazer, eu passava meus dias pensando nele, na voz (que é linda), e o mais louco...eu falava pra todo mundo que meu futuro marido estava viajando e chegaria dia 16, eu NUNCA quis me casar, eu NUNCA tinha tido nenhum envolvimento desse tipo com o Ga, o que eu fazia, e muito, era rir das bobagens que ele vivia me falando, e só. Mas falava a todos, ninguém, entendia nada é claro...de onde veio isso Luciana? Perguntavam alguns. “Deram o gardenal dela hoje?” falavam outros “menina, tu não tens nem um período de resguardo?, acabou de terminar com um...” completou minha mãe. E como explicar a ela e a todos que eu não tinha nada com ele ainda e já dizia que seria meu marido?

Uma coisa que evangélicas (encalhadas) sempre falam é “oh Senhor, manda a minha benção!” eu orava “senhor, ainda não manda não ta? Quero zoar mais ainda” Mas Deus sabe o que quer né? Me fez me interessar doidamente por uma pessoa que eu nem sabia quem era.

Depois de muito flutuar, sonhar com balõezinhos coloridos, ligar no celular dele mesmo sabendo que estaria fora de área...pensar em comprar um faqueiro de prata...chegou o dia 16, e ele cumpriu a promessa. Na mesma noite foi lá no meu AP. mas não teve bunda lelê (ui, péssima essa)

Conversamos até 1 hora da manhã, confesso que achei ele metido por demaaaais...e combinamos que iríamos locar um filme pra ver na sexta, na saída EU dei um beijo selinho nele, não precisava mais nada, acho que se tivesse rolado alguma coisa iria estragar. No outro dia tive uma febre, e ele se ofereceu pra cuidar de mim...passou a noite do meu lado me ajudando coitado, nem bem chegou e já viu que seria na saúde e na doença, rs. E não rolou beijo também.

Na sexta a noite ele chegou, assistimos filmes, e saiu o tão esperado beijo.No sábado desandou...

Entrei em crise, ia me embora pra praia de Salinas com a Luana r(hoje namorada do meu ex), sem nem avisar, só que no fim não deu certo e voltei...nem queria ouvir falar de Galeno.E não é que a criatura oferecida me chega lá em casa sem avisar? Nossa, liguei a tv e não disse uma palavra...e ele ficou lá calado, vendo a maior TPM do mundo .Pensei: “Nossa, esse é dos bons!”

E assim estávamos oficialmente namorando. Mas não queríamos aparecer assim logo na igreja porque não tinha nem um mês que ele tinha terminado com Fedora – A certinha, e ele já tava meio sujo por lá mesmo...Nossa! isso fez a gente passar os maiores apertos. Eu descia do carro dele na esquina, chegava lá toda suada, a gente sentava separado nos cultos. E não é que Fedora – a certinha, ia e sentava lá do lado dele? kkk, que situação! E eu andava com Claudinelson, um ex de lá também. Uma vez eu estava lá fora esperando junto com Karla e Luana, e simplesmente ele passa com Fedora – a certinha, entram no carro dele e vão embora... e eu fiquei. Nesse dia deu briga.

O nosso plano de só aparecer juntos em outubro acabou em 15 de setembro. Mas ficou tudo mais leve, algumas certinhas-julgadoras pararam de falar comigo é claro...se mata! Estávamos em plena campanha “quem ama espera”, que é pra não ter sexo antes do casamento. Eu e Ga aceitamos fazer o voto de castidade. O "Quem ama espera" é um programa das igrejas onde tem palestras, leituras e estudos que devemos esperar o casamento antes de dar um catrepis. Eu me converti há pouco tempo, tarde demais pra mim, kkkk. Algumas pessoas acham que você só por ser evangélica arruma santidade...tipo, ah! batizou...não peca, não erra, e nem pode errar. Jesus veio pros que mais precisam dele. E a Igreja é um hospital, se todo mundo na Igreja fosse santo, nem precisaria né? Nós evangélicos temos, raiva, temos inveja, temos desejo...e justamente aí entra o Quem ama espera.

Sinceramente eu e Ga estávamos mesmo muito empolgados em seguir, deve ser maravilhoso fazer amor a primeira vez com o marido só na noite de núpcias, super romântico. Como já contei eu morava sozinha, então Ga praticamente se mudou pra lá, daí difícil né? Dormir na mesma cama de solteiro sem rolar nada.N uma noite, quando a gente tinha mais ou menos 1 mês de namoro ele disse: Lu, já pensou se a gente noivasse em 3 meses a casasse em 5? O povo ia enlouquecer´

Pra ajudar na missão a Karla dormia toda noite no meu ap, no quarto com a gente.. Karla , a empata f. era responsável de mantar o namoro num nível seguro. Mas...numa noite em que o bicho tava pegando...e a Karla, a empata f. não foi, eu me desesperei, tipo, percebi que achava que não seguraria a onda até casar, e olha que nem ia casar com ele, rs. Saí do quarto e fui chorar na sala, arrasada mesmo, pensando...porque será que eu não consigo? Eu queria muuuito. Daí Ga veio de lá, sentou do meu lado e ficou só olhando quieto, uma meia hora....´ Lu? Que é? Posso te fazer uma pergunta?Pode. QUER CASAR COMIGO? (...). ? Quer bem me comer...pensei. Fiz uma pergunta. Tem certeza? Aff. Aceito.,

E no dia 2 de outubro, menos de 2 meses de namoro Ga me pediu em casamento. Pra mim não era novidade, já havia noivado duas vezes, não, não rolou catrepis naquela noite, não iria arriscar né? Vai que ele tira o pedido depois... Meu noivado foi remarcado 3 vezes, toda vez acontecia alguma coisa, e ira ser no dia 05/12, só que deu uma epidemia de doença na familia, eu estava com uma prima em estado terminal, o pai dela teve estafa , meu tio tinha operado e minha tia teve pneumonia, todo mundo no mesmo hospital, só mudava o andar. Ga, já cansado de tanto remarcar e com medo de eu desistir, heheh, ou talvez com medo dele desistir, acabou juntando todo mundo no hospital mesmo, já que a familia vivia em peso lá, tínhamos até a NOSSA sala de espera, e noivamos. Nada na nossa historia era convencional mesmo...noivar no hospital era o de menos.

Em 14 de dezembro fomos morar juntos, pensando bem acho que o Ga que deu o golpe em mim, porque eu já tinha casa montada, ele só trouxe as roupas, se por um lado a gente tinha que esconder que morava junto, por outro foi bom porque dava pra desistir caso a gente não se suportasse, e quase desisto mesmo, heheh. Mas já estava lá mesmo, e ele me ameaçava de me processar por dano moral...Em 17/03 casamos, e já vamos fazer 4 anos de casados.

não vou dizer que é um mar de rosas, desde que casei sabia que não seria, acho que isso ajuda na hora das crises, quando a pessoa vai casar achando que vai viver conto de fadas as decepçoes do dia a dia, tipo contas e dimdim curto, tipo toalha em cima da cama e a cuecona que ele acha que você deve lavar, acabam deixando mais arrasada.

A gente se entende. Ele sabe, que se lavo nao passo, se passo não cozinho, seucuzinho é tudo meu" huahua, foi avisado desde o inicio que casaria com uma péssima dona de casa.

Ele faz o jantar, ele que pega água pra mim. Não faço massagem, mas adoro receber. Sexo só com agendamento prévio. Se me acordar morre!

Eu sei que ele é bagunceiro, que ele tem que ser ameaçado de morte pra ir logo tomar banho, e depois vim a saber que ele não iria me ajudar com o pimpolho. Nós somos assim, cheios de defeitos, cheios de implicância. A gente compete. Ele admira minhas anacondas, eu assisto ele fazer dança do ventre (e que ventre!!!). Sei que vamos passar por muitas coisas, mas a gente se ama, (as vezes a gente só se suporta também).

É isso, somos um casal de anormais, com um casamento normal. Ele é meu amor, e só posso agradecer a Deus por mandar minha benção, mesmo numa hora imprópria, e solicitar encarecidamente que Ele continue abençoando esse hospício, porque o menino maluquinho tá aí pra gente criar.

Ianne


Minha história começa muito tempo antes do meu namorado saber que eu existia. Em meados de 2005, através do Orkut, me reaproximei de um primo com quem desde pequena não tinha contato. Éramos dois solteiros à procura de alguém e ficamos brincando de cada um tentar encontrar alguém interessante no Orkut do outro!!

E foi no Orkut do meu primo que dei de cara com meu atual namorado. Melhor de tudo é que ele estava lá em meio às muitas fotos de farra com meu primo!!! Mas foi porque assim é o destino, foi o perfil dele o que mais me interessou. Ao contar para o meu primo, ele disse que eu tinha sido certeira, que escolhi muito bem, que era menino de família, tranqüilo e tal. No entanto, não foi naquele ano que nos conhecemos. Muitas águas rolaram e , em meados de 2007, resolvi sair com meu primo para uma noitada!!!

E não me chamem de maluca, mas fui pra uma rave – que nunca tinha ido – e com três meninos que mal conhecia! Desses três meninos, um era o Alexandre

Marquei com meu primo na casa dele e de madrugada. Minhas primas me chamando de louca, que eu não tinha que ir, mas algo me dizia que eu não podia faltar!!! Chegando na casa do meu primo, super sem graça, entrei no quarto para navegar na internet quando vi a figura no computador. Mais sem graça ainda, falei de qualquer jeito que ele tinha que sair porque eu queria mexer na internet!! Assim mesmo!! Sem nem falar um “oi” direito!! Acho que foi o nervoso!!! Completamente sem noção!! Mas ficamos conversando até o outro menino chegar pra buscar a gente!!!

Chegamos na festa e mais ou menos entre as quatro e cinco da manhã ficamos pela primeira vez. A partir dali foi add no Orkut, no msn e pronto, todos dias se falando, dois viciados em msn!! E assim ficou formado o grupo: Edu(meu primo), Bruno(o outro dos três da rave), Xande (ele) e eu. E nós dois sempre juntos. Curtindo noitadas, noites frias no msn, show do Monobloco no Circo Voador, sentar num pé sujo da Lapa, viagem pra Ilha Grande, praia, ano novo, barril, carnaval em Campos do Jordão, churras, e por ai vai!!

Até que em abril de 2008, juntando a crise do "o que nós somos um pro outro", o lado capricorniano do menino, fechado - durante o relacionamento teve o apelido de ostrinha -, com surto para prova da OAB, terminamos. Durante um tempo não queria mais contato, até que ele foi conquistando tudo de novo!! Sempre me ligava pra voltar comigo do Centro; nessa época já tinha passado da primeira fase e estava fazendo cursinho pra segunda. Mas fui durona, só retornava pra casa com ele. Nada de dar mole porque ninguém mandou não querer algo mais sério antes!

Mas em julho de 2008,quando já tinha passado na prova, voltamos a ficar!!! Ainda teve uma enrolada básica, sempre dele é obvio!! Mas fui persistente e sempre conversando!! Ele dizia que já namorávamos, mas eu falava que nem conhecia a família dele nem ele a minha, logo não namorava ele!! Ele dizia que não iria fazer um almoço só pra me apresentar!! Mas não queria nem saber. Se não tinha o almoço, lanche, chá das cinco, jantar e café da manhã, também não era meu namorado!

Até que no final do ano de 2008, programando nosso Ano Novo, ele me chamou para passar a data com sua família na casa de uma das irmãs, a Flávia!! Então,pensei: até que enfim o pedido de namoro sairá!! Mas o dia 31 de dezembro foi passando, o lado ostra dele imperando, até que não aguentando mais esperar, quando ele foi me buscar, mandei:

- Meu querido, Ano Novo chegando... que tal se mudássemos as coisas!!!

Ele ,como sempre, riu!!! E falou que pra ele já me namorava há tempos!! Aí não teve jeito e tive que cantar aquela música... "tô namorando aquela mina, mas não sei se ela me namora..." rsrsrs

A partir daí começou oficialmente o nosso namoro, que está sendo, e se Deus quiser continuará sendo, maravilhoso!!!

Desde então tivemos nosso primeiro Ano Novo namorando, comemoração dos nossos aniversários como namorados, carnaval namorando, e agora fizemos nosso primeiro Dia dos Namorados juntos. E é com ele que eu quero comemorar meu primeiro ano de namoro!! Já falei que, se ele agüentar, quero casar com ele!! rsrs

Digo com todas as palavras pra vocês e para ele também que, por mais que reclame (mulher tem que reclamar), ele é o melhor namorado que já tive e o melhor namorado do mundo!!!

Gisela


Acredito em almas gêmeas e na ideia de que os desencontros são apenas os caminhos tortuosos que nos levam ao grande encontro. Comigo aconteceu assim e tudo começou pela internet, numa sala virtual de bate-papo. Começamos trocando mensagens, depois falando pelo telefone e logo estávamos amigos de verdade. Do tipo que liga para saber se está tudo bem com você ou se a sua filha está melhor do resfriado.
Um dia resolvemos nos encontrar. E tive tanto medo que levei companhia: filhos, amiga, filhos da amiga e a tensão imensa do novo que surgia na minha frente. Impossível descrever o bom que foi o encontro. Conversamos, comemos pizza e marcamos vários outros encontros. Ah...sim: continuava levando minha amiga junto.

Mas, numa semana de janeiro, reencontrei uma conhecida muito louca. Para comemorar mais esse encontro, resolvemos marcar uma saída com outras loucas amigas na sexta à noite. Não sei se foi intuição ou medo de me arrepender daquela noite, desmarquei a saída, vim para casa e liguei para ele, perguntando se gostaria de comer mais uma pizza comigo. Ele topou na hora e embora, na minha cabeça, aquela saída fosse apenas mais um encontro de amigos, ele entendeu diferente e nesse mesmo dia nos beijamos pela primeira vez.
Como eu disse no começo, desencontros são também caminho generoso para o grande encontro. Desse dia em diante, embora tenhamos passado por momentos muito difíceis, superamos tudo com muito amor.

Moramos juntos por algum tempo e, em novembro do ano passado, regularizamos nossa união com um casamento deliciosamente simples. Sei que encontrei minha alma gêmea e com ele tenho construído não apenas um amor grande, mas especialmente bonito.



Bom meninas, a sorte está lançada! Agora é correr atrás dos votos e esperar até a próxima semana para saber quem será a grande vencedora desta promoção.

Lembro que só é permitido um voto por máquina e que os votos nos comentários não serão contabilizados, é preciso votar na barra lateral, mas pode pedir para todos os amigos do trabalho, mãe, pai, irmãos e até a sua avó, todos podem votar em você que não tem problema!

Boa sorte a todas!

Agora preparem os corações para assistir ao vídeo maravilhoso que a Beta fez para todas nós mulheres apaixonadas...




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