quarta-feira, 30 de junho de 2010

O soldadinho e a bailarina – Sorteio!

O soldadinho e a bailarina

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Semana passada, meu pai me perguntou se poderia levar o pequeno Guilherme para assistir a última peça, estrelada por Luana Piovani, “O soldadinho e a bailarina”. Eu autorizei que ele comprasse os ingressos na mesma hora, mas logicamente me incluí no programa dos dois.

Meu pai é um excelente contador de histórias, conhece todos os clássicos e interpreta como ninguém cada uma deles, fazendo mil barulhos e criando vozes para os personagens. Guilherme adora ouvir o avô em suas interpretações e sempre separa algum livrinho para que possam ler juntos. Ir ao teatro juntos certamente seria uma excelente idéia.

Seguimos para espaço Tom Jobim no Jardim Botânico, em uma bela tarde de domingo. Enquanto aguardávamos a abertura das portas do teatro, aproveitamos para comprar pipocas, ver às tartarugas nadando e andar em uma exposição sobre biodiversidade que está acontecendo no parque. Alguns minutos antes da hora marcada seguimos para a fila, que por sinal já estava bem grandinha e nos impediu de pegar a primeira fila como costumo fazer com o pequeno, mas não de nos encantar com o belíssimo conto.

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“O Soldadinho e a Bailarina” é uma livre adaptação do conto “O Soldadinho de Chumbo” de Hans Cristian Andersen que conta a aventura de amor entre um soldadinho Perneta e uma bailarina de papel.

A história se dá dentro do quarto de um menino chamado Euclídes e os personagens são os brinquedos que habitam este quarto. Tudo começa quando chega uma caixa com novos soldadinhos de chumbo que vão se unir aos antigos brinquedos da casa.

Destes soldadinhos, um deles é Perneta, um brinquedo que tem uma das perninhas quebrada. Como a bela bailarina de papel Sofia está sempre dançando equilibrada em uma perna só, Perneta logo imagina que eles são iguais, e fica enfeitiçado com sua beleza.

Perneta e Sofia se apaixonam a primeira vista, mas o boneco de molas, vilão da história, faz de tudo para impedir este amor.

As desventuras dos apaixonados são narradas de maneira metafórica, com muita delicadeza, humor e principalmente muita música e dança, levando crianças e adultos ao fantástico mundo da imaginação até o surpreendente e emocionante desfecho.

Um espetáculo de alto nível, com uma cenografia primorosa, que ao entreter, aborda questões importantes, despertando a reflexão e incitando o debate sobre o respeito e aceitação às diferenças entre as pessoas.

Nós adoramos a peça! Em especial o pequeno Guilherme, que escutou atentamente a todas as explicações da história dadas ao pé do ouvido pelo vovô e pela vovó, e ficou hipnotizado com todas as coreografias e músicas do maravilhoso espetáculo.

Ao fim da peça, os atores principais ainda voltaram ao palco para conversar com a criançada e distribuir alguns brindes dos patrocinadores. Agradeceram gentilmente a nossa presença e nos pediram a indicação. Por isso estou aqui, para divulgar a peça com o maior prazer. Aproveito para lembrar que levando uma lata de leite em pó, paga-se meia entrada! Não é uma iniciativa fantástica?!

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Eu e Guilherme ficamos aguardando o soldadinho, que delicadamente veio conversar e tirar fotos com as crianças. Eu não resisti e pedi para tirar foto também, não consegui resistir ao doce e meigo soldadinho interpretado primorosamente pelo ator Pablo Áscoli...

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Pode falar, ficou doida para levar seu filho, sobrinho ou afilhado para assistir a peça não é mesmo? Então prepare-se que tenho uma surpresa! Antes de ir embora, falei com a Paula, produtora do evento, contei a ela sobre as propostas do Criative-se e do Blog do Gui e da Duda e disse que queria muito divulgar o espetáculo por aqui. Ela nos visitou, curtiu muito o que viu e vai nos presentear com 4 ingressos para assistir ao espetáculo este fim de semana, sendo 2 para sábado e 2 para domingo! Os ingressos de sábado serão sorteados (ambos para a mesma pessoa) entre os comentaristas deste post aqui no Criative-se e os de domingo eu vou sortear lá no blog das crianças. Vale participar dos dois sorteios, mas se por acaso a mesma pessoa vencer ambos, repetiremos o segundo sorteio.

Para participar basta comentar este post dizendo seu nome completo, e-mail, como chegou ao blog e há quanto tempo nos acompanha. Como não poderia deixar de ser, para ganhar os ingressos é preciso ser seguidora do blog e morar no Rio de Janeiro ou estar com passagem marcada para cá neste final de semana! Não esqueçam que o comentário tem que ser feito até a meia noite de hoje, dia 01 de julho de 2010!

Amanhã de manhã publicaremos o nome dos sortudos por aqui e daremos instruções por e-mail de como fazer para retirar o seu ingresso.

Boa sorte a todas e até amanhã!

assinatura lúcia

terça-feira, 29 de junho de 2010

Entrando de férias!!

Faz um tempinho, estou enfrentando alguns problemas pessoais e infelizmente sem muito tempo para os prazeres da vida. E um deles é, com certeza, fazer os posts do Criative-se. Elaborar a ideia, colocá-la em prática e depois com o maior capricho postar aqui para dividir com vocês.

Estou precisando de mais tempo para a vida pessoal e profissional, que não vão indo tão bem. Mas, tudo vai melhorar e voltarei com todo gás e novas ideias. Muitas vezes acredito que é preciso parar para olhar ao redor e fazer novas escolhas e acertar o passo, para uma caminhada mais frutífera.

Vou investir em novos projetos e pensar em novidades para vocês!!

Estou entrando de férias!! bjs

assinatura

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O que o Twitter anda dizendo por aí

Para muita gente, as novas ferramentas que conectam pessoas de todo o mundo ainda são bichos estranhos, que atendem por nomes estranhos como, por exemplo, twitter. Minha mãe, senhorinha de 76 anos, indaga curiosa: "Mas o que é twitter?" Pior mesmo é quando termino de explicar e a confusão parece ainda maior. "Mas qual é a importância disso?"

Pois é! Qual é a importância disso? Sei lá! Ou, então, ao contrário, entendo muito bem. Todos esses gadgets eletrônicos e ferramentas de mídias sociais vieram também para resolver ou minimizar alguns dos clássicos problemas antes só conhecidos pelos psicoterapeutas. O mundo é individualista, solitário, mas precisa falar, precisa botar prá fora. Nem que seja em 140 caracteres.

E, convenhamos, às vezes é completamente inútil. Mas, outras, não apenas é importante, como profundamente divertido. A falsa campanha "Cala a Boca, Galvão", disparada no twitter por um publicitário brasileiro, fez o mundo inteiro correr atrás do que parecia sério - porque muito bem feito - mas que era tão somente a expressão de um estilo muito brasileiro e divertido de brincar com o besteirol.

Tenho que admitir. Me divirto profundamente com algumas das coisas que leio e acompanho no twitter. Não sou uma tuiteira profissional, mas até como jornalista sei o que todos da categoria sabem: impossível hoje em dia não se pautar também nas mídias sociais e, principalmente, no twitter. Todos os assuntos estão por lá, todas as fontes, todas as empresas, sem contar a hora do recreio.

Ontem, na cobertura da Copa do Mundo pela ESPN, comentou-se do pé frio do Mick Jagger, que acreditando que a Inglaterra ia ser a primeira colocada do seu grupo, comprou ingresso do jogo das oitavas e acabou assistindo, ao lado de Bill Clinton, o jogo entre Estados Unidos e Gana. Até torceu para o time americano e deu no que deu. No dia seguinte, arrumou ingresso para o jogo que queria ver, Inglaterra e Alemanha, e lá mais uma vez fez valer o seu pé congelado. A Inglaterra perdeu. Mas o melhor mesmo foi ver o jornalista da ESPN dizendo: "Pior é que a Luciana Gimenez acabou de tuitar dizendo que ele vai no jogo do Brasil com o Chile". Então, vocês já fiquem sabendo: se der tudo errado, a culpa é do Mick Jagger.

E também deu no jornal O Globo ontem: uma das empresas que analisam os resultados obtidos pelas empresas através de mídias como o twitter, constatou o que o jornal chamou de caso de amor e ódio entre a Vivo e os que voam junto do passarinho azul. O Bruno Mazzeo, que tem um dos mais movimentados twitters entre os brasileiros, com 250 mil seguidores, postou reclamando da operadora e dizendo assim: " Horas tentando falar com a Vivo. Superlegal. Precisava dividir essa alegria com vocês". A micromensagem cruzou o Brasil inteiro e foi retuitada por milhares de pessoas, inclusive pelo Danilo Gentil, do CQC, outro super-recordista do twitter, com 720 mil seguidores. Os profissionais que cuidam da imagem da Vivo no twitter sentiram o peso da propaganda negativa e correram atrás do prejuízo, fazendo correr no YouTube um vídeo institucional com uma grande homengagem ao rei do futebol, Pelé. O resultado é que no final do mesmo dia, a Vivo já estava no topo das marcas mais populares no Twitter, com mais comentários positivos que negativos.

Não...não se espantem. Esse é mais um dos universos paralelos que o fenômeno da internet fez construir. Minha filha, jovem jornalista, já vive isso de perto. É analista de mídias sociais em uma grande empresa de assessoria de imprensa e vive o twitter, o facebook, o linkedin, o orkut e muito mais durante todos os minutos de seu dia.

Isso pode ser coisa séria. Mas pode ser muito divertido também. Pessoalmente tenho visto verdadeiras pérolas da capacidade brazuca de usar seu tempo livro - que parece ser imenso - para produzir gracinhas na internet. Como, por exemplo, a série "Dia de Fúria", estrelada pelo Dunga - também não é difícil sacanear o treinador da seleção - em vídeos no YouTube. Vocês já viram? Os links são esses: http://www.youtube.com/watch?v=6EUeNw5DcsM&feature=related
e http://www.youtube.com/watch?v=xIl-q_iKiTg

Vale a pena se divertir. Claro que olhando tudo bom humor.

Beijão. E repito a frase de sexta: daqui a pouco tem jogo do Brasil

Ah...se quiserem...também estou no @veronicacobas

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O destino que não sei se a cigana vai ler

Essa semana, uma música não saiu da minha cabeça. Samba-enredo da escola de samba União da Ilha do Governador, um trecho da canção diz assim: "A cigana leu o meu destino...eu sonhei. Bola de cristal, jogo de búzios, cartomante...eu sempre perguntei. O que será o amanhã, como vai ser o meu destino..." Bom, todo mundo conhece a música e a razão dela ter passeado em meu pensamento foi a habitual curiosidade que tenho sobre as histórias que me contam e o meu olhar inevitavelmente reflexivo sobre elas.

Na terça-feira dessa semana, uma amiga foi a uma cartomante que joga cartas com baralho cigano. E não, ela não é uma pessoa que pela primeira vez experimentou a aventura de "buscar" conhecer o que o destino lhe reserva. Já foi à taróloga, jogo de búzios e outras atividades que, em tese, promovem a interpretação ritualística do que as posições das cartas ou das pedrinhas revelam.

Ouviu coisas interessantes, algumas surpreendentemente encaixadas em suas histórias pessoais, como se fosse definitivamente aquela peça do quebra-cabeças que tinha fugido para embaixo da mesa. Não se impactou, mas se sentiu bem confortável com aquilo que ouviu, que intuiu, dos caminhos que, segundo ela, lhe trouxeram certeza sobre o que está planejando e principalmente sobre o que sabe que tem que enfrentar.

A pergunta seguinte foi: "Porque você também não vai?". Porque será que eu não vou? Ou nunca fui? Fiquei pensando sobre isso. Já disse por aqui que não acredito na ideia de um destino traçado para mim e do qual, faça o que fizer, não tenho como escapar. De mesma forma, respeito e admiro pessoas que demonstram para mim, em níveis diferenciados, ou pelo menos com um incrível poder de convencimento, que têm algum tipo de vidência ou que realmente nasceram com o dom aguçado da percepção energética, vendo além daquilo que meus olhos míopes me permitem enxergar. Mas, realmente nunca fui, nunca busquei e a única experiência que tive mais ou menos parecida foi com uma outra amiga, que estava aprendendo como jogar as cartas do tarô, e que experimentou comigo. Na ocasião, perguntou sobre quem ou o quê eu perguntaria às cartas. Escolhi uma pessoa - o meu filho - e fiz uma pergunta sobre se os seus caminhos se revelariam claros e felizes. A resposta das cartas, interpretada sobre a leitura de minha amiga, foi positiva. Destino ou tão somente coincidência, o fato é que os acontecimentos seguintes foram extremamente positivos. E assim têm sido.

Será que tenho medo de ouvir algo que as cartas revelem e de me aprisionar naquele "destino" ali desenhado? Sinceramente, não. Sempre fico mais impactada do que amedrontada. Acho sempre que o meu livre arbítrio me proporciona a escolha dos caminhos que julgo mais adequados, embora a consequência dessas escolhas nem sempre se revele a melhor. Às vezes, ao contrário, se mostra a pior das opções. E se as cartas me apontarem um caminho e ainda assim eu buscar um outro diferente, estarei fadada ao erro? Tenho convicção que não, porque também sabemos as tantas vezes em que não vemos aquilo que os outros veem e nos apontam; que o que parece tão claro aos olhos dos que veem sem envolvimento, não se revela assim para quem vive os acontecimentos com as dúvidas e certezas que o cercam.

Não é irreal para mim a ideia de que algumas pessoas têm um nível de sensibilidade extra-corpórea que as permite ver além do que é concreto. Acredito em transes, mas também confio em pessoas e situações que me revelam, ou que me fazem crer em episódios de vidência e leitura astral. Então porque não trago para mim? Porque não experimento? Talvez porque queira continuar segurando o lápis que escreve o meu destino, mantendo comigo a caixa repleta das muitas cores com as quais posso escolher e colorir meu caminho. Sim, gosto da ideia de ouvir a voz do outro que reflete comigo sobre os trajetos que escolho. Das coisas boas da maturidade, aprender a escutar e vencer o muro que guarda consigo todas as verdades é uma das melhores aventuras.

Curiosamente, ontem, em uma reunião de trabalho, eu estava com a assessora de imprensa de uma empresa que atendo e, juntas, tentamos fazer ver ao nosso cliente uma das máximas do jornalismo: " Nem tudo precisa ser verdade. O importante é que seja coerente".

Um bom final de semana. Daqui a pouco tem jogo do Brasil.

Beijão

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Sopa de cebola + Fondue = Festa da vovó

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A sopa de cebola foi o primeiro prato a ser servido. Quem preparou a iguaria com antecedência foi a nossa Maria, já citada aqui quando preparou o chilli beans da festa mexicana. A receita, é claro que vou dividir com vocês, né?

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Sopa de cebola

1 kg de cebola
1 cabeça de alho
1 creme de cebola industrializado
1 litro de água
Azeite
Sal
Pimenta do Reino

Cortar a cebola em rodelas e dourar em azeite extra virgem. Acrescentar 1 cabeça de alho socada;
Quando a cebola estiver amolecida, colocar a água e o creme de cebola.
Temperar com sal e pimenta do reino à gosto.

** Eu já fiz a receita acrescentando 1 caixinha de creme de leite, na minha opinião fica ainda mais gostoso, mas a receita original e correta da sopa é assim, sem creme de leite mesmo.

Depois da sopinha, partimos para o fondue de queijo. Só que não queríamos usar aquela tradicional mistura pronta que costuma-se comprar no supermercado, eu acho o sabor um pouco enjoado e pouco criativo. Aí, minha tia resolveu fazer uma pesquisa na internet e descobriu uma receitinha supimpa da Ana Maria Braga que testamos e aprovamos com louvor! Para acompanhar, pão Italiano picadinho, a casca mais dura do pão é a combinação perfeita para o queijo quentinho. Agora vocês podem me acompanhar e dizer não ao fondue de queijo pronto!

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Receita de fondue de queijo

200g de queijo mussarela ralada
200g de provolone ralado
100g de gorgonzola picado
1 copo de requeijão
1 caixa de creme de leite

Aquecer o requeijão com o creme de leite até começar a borbulhar. Neste momento, entre com o queijo gorgonzola, abaixe o fogo e mexa até o queijo gorganzola incorporar bem. Entre com a mussarela e depois com o provolone. Mexa até os queijos derreterem por completo e transfira então para a panela de fondue.

Se não bastasse a comidaria, ainda nos faltava adoçar a vida e para tal, toma chocolate na veia!!! Fondue de chocolate!!! A receita, foi criação nossa em cima da receita básica para fondue de chocolate, mas eu posso garantir que o sabor ficou muito especial. Vale a pena tentar! Para acompanhar, frutinhas.

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Fondue de chocolate

200g de chocolate meio amargo
400g de chocolate alpino
1 caixinha de creme de leite

Derreter as barras de chocolate picadinhas em banho Maria, acrescentar o creme de leite e servir.

** A receita também fica deliciosa se acrescentar uma dose de bebida alcoólica (eu costumo ir de licor de café ou chocolate, vodka também é ótima pedida, pois eu acho que ela nunca rouba a cena nos pratos), mas como temos crianças no recinto é preciso suprimir este item...

Regamos isso tudo a muito vinho, como sempre fazemos naquela casa, e para esta festa fomos novamente de Clos Torribas um tempranillo crianza muito gostosinho e de preço justo que experimentamos no aniversário da minha mãe e desde então estamos repetindo e repetindo a pedida.

Vou ficar devendo é a foto da aniversariante, que teima em não querer mais saber de flash e eu, tenho que respeitar.

Espero que tenham gostado das receitinhas e quem for colocar a mão na massa para tentar alguma delas, volta aqui e me conta o que achou, certo?!

Beijos e até semana que vem!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Brincando de Harry Potter pelas palavras de J.K.Rowling

Na última sexta-feira, dia 18 de junho, a Universal Orlando inaugurou o The Wizarding World of Harry Potter, uma gigantesca área que reproduz o mundo mágico do pequeno bruxo criado na imaginação fértil de J. K. Rowling, a escritora britânica que não apenas fez dos sete livros que compõem a saga verdadeiros best sellers, como ofereceu para crianças e adultos a possibilidade de uma viagem de encantamento através do Castelo de Hogwarts e sua escola de magia e bruxaria.

Desde o lançamento do primeiro volume, Harry Potter e a Pedra Filosofal, em 1997, os livros conquistaram um imenso sucesso comercial em todo o mundo, gerando frutos também rentáveis como os filmes, jogos de vídeogame, cadernos e muitos outros itens. Os sete livros venderam cerca de 500 milhões de exemplares e já foram traduzidos em mais de 63 idiomas. Rowling é hoje a mulher mais rica na história da literatura. E foi com grande habilidade e talento que ela, através das aventuras de Harry Potter e os conflitos com o bruxo maligno Lord Voldemort, soube encantar o mundo com histórias repletas de mensagens sobre o valor das amizades, o peso de nossas escolhas, preconceito, coragem, as razões e não razões da vida e da morte.

Sim...eu sou uma leitora voraz das aventuras de Harry Potter, do mundo fantástico que J.K.Rowling soube trazer para as páginas de sua série vitoriosa e que, na verdade, tão somente traduzem a forma como as histórias e histórias fizeram e fazem parte de sua vida. Pois foi pensando no meu prazer com as aventuras do bruxinho Potter, tanto quanto na alegria que desfruto quando vou brincar no mundo mágico dos complexos Universal/Disney, que ocupo hoje o dia de segunda-feira do Criative-se. Nas férias da Roberta, vou passear por aqui e pela quarta também. E prometo que vou reservar meus textos PPP ( palavras para pensar) para os dias de sexta-feira.

Só peço um pouquinho de paciência e boa vontade. Porque gostaria muito que todos dedicassem um pouquinho de tempo para ler esse texto – grande, mas excelente – que nada mais é do que uma palestra que J.K. Rowling fez durante uma formatura na Universidade de Harvard, no ano de 2008. Uma lição muito legal sobre sonho, fracasso, vitória, prazer. Curtam com calma. Vale a pena!!

“Membros de Harvard, pais orgulhosos, e acima de tudo, formandos. A primeira coisa que gostaria de dizer é “obrigada”. Não apenas Harvard me deu uma grande honra, mas as sensações de medo e náusea que eu senti só de pensar nesse discurso me fizeram perder peso. Uma situação boa de qualquer forma. Agora tudo que tenho a fazer é respirar fundo e me convencer de que estou no maior encontro do mundo de membros da Grifinória.

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Nesse grande dia, que nos reunimos para celebrar o sucesso acadêmico de vocês, eu decidi falar sobre os benefícios do fracasso. E quando vocês se encontrarem na confusão que às vezes chamamos de ‘vida real’, quero falar da importância crucial da imaginação. Eu sei que eles podem parecer contraditórios e paradoxos, mas fiquem comigo.

Voltando para meus 21 anos, idade da minha graduação, é uma experiência meio desconfortável para essa mulher de 42 que me tornei. Metade da minha vida atrás, eu me encontrava no caminho do que eu queria para mim e os que estavam perto de mim esperavam de mim. Eu estava convicta que a única coisa que queria fazer era escrever romances. No entanto, meus pais, que vieram de passados pobres e nunca haviam feito faculdade, achavam que a minha imaginação era uma qualidade pessoal que nunca pagaria uma hipoteca ou seguraria uma pensão.

Então eles esperavam que eu tivesse uma graduação; Eu queria estudar literatura inglesa. Um compromisso que em retrospecto não satisfazia ninguém, e eu acabei indo estudar Línguas Modernas. Mal meus pais saíram da faculdade, eu saí da aula de alemão e fui em busca do corredor de Clássicos. Eu não lembro de dizer aos meus pais que havia mudado de curso, eles, provavelmente, descobriram no dia da minha formatura.

Mas quero deixar bem claro que eu não culpo meus pais por pensarem dessa forma. Existe uma data de validade para as pessoas culparem seus pais por as guiarem ao caminho errado. O momento em que você é adulto o bastante para pegar o volante, a responsabilidade agora é sua.

E eu não posso criticar meus pais por esperarem que eu nunca tivesse que lidar com a pobreza. Eles foram pobres e eu, desde então, fui pobre. Mas o que eu tinha mais medo na idade de vocês não era a pobreza, mas o fracasso. Na sua idade, ao invés de uma total falta de motivação na faculdade, em que eu passei mais tempo na cafeteria escrevendo histórias, do que nas salas de aula, eu tinha talento para passar nos exames finais. E isso, por muito tempo, foi o que considerei como sucesso junto aos meus colegas.

Vocês podem ser guiados por um medo do fracasso, na mesma velocidade do desejo pelo sucesso. Na verdade, a sua concepção de fracasso não deve ser muito longe da ideia de sucesso de uma pessoa normal, de tão alto que vocês já voaram

No final das contas, temos que decidir por nós mesmos o que constitui o fracasso. Mas o mundo lhe dá uma série de critérios, se você deixar. Então eu acho certo falar que por qualquer medida convencional, depois de sete anos da minha formatura, eu havia falhado em uma escala épica. Eu estava divorciada, mãe sozinha, sem emprego, e o mais pobre possível que se pode ser na Inglaterra sem ter que viver na rua. Os medos que meus pais tinham para mim e que eu também tinha para se realizaram.

Eu não tinha idéia do que aconteceria e por muito tempo a luz no fim do túnel era um desejo e não uma realidade. Então por que eu falo sobre os benefícios do fracasso? Simplesmente porque o fracasso significa o abandono do inessencial. Eu parei de fingir para mim mesma que eu era algo além do eu era e passei a guiar toda minha energia em terminar o único trabalho que importava para mim. Se eu tivesse tido sucesso em alguma outra coisa, eu talvez nunca tivesse encontrado a determinação para ir atrás da única área que eu acreditava pertencer. Eu me senti livre, pois meu maior medo havia se tornado real, e eu ainda estava viva, e eu ainda tinha uma filha que amava, e eu tinha uma antiga máquina de escrever e uma grande ideia. Então, o fundo do poço se tornou uma fundação sólida para reconstruir a minha vida.

Talvez você nunca falhe na escala em que eu falhei, mas alguma falha durante a vida é inevitável. É impossível viver sem falhar em algo, a não ser que você viva de maneira tão cautelosa que você nem consegue viver – nesse caso, você falha por padrão.

Se eu pudesse voltar no tempo, diria ao meu eu de 21 anos que a felicidade pessoal se baseia em perceber que a vida não é uma checklist de aquisições ou conquistas. Suas qualificações e seu currículo não são a sua vida, ainda assim você vai encontrar muitas pessoas da minha idade e mais velhas que confundem os dois. A vida é difícil e complicada e fora do controle absoluto de qualquer pessoa. E é a humildade de perceber isso que permitirá você sobreviver às vicissitudes.

Agora vocês podem imaginar que eu escolhi meu segundo tema, a importância da imaginação, por conta da papel que ela representou na reconstrução da minha vida, mas não é só por causa disso. Apesar de pessoalmente defender o valor das histórias de dormir, eu aprendi a valorizar a imaginação em um sentido muito mais vasto. Imaginação não é apenas a única capacidade humana de vislumbrar o que não é, portanto, a fonte de toda invenção e inovação. Ela é a mais transformadora e reveladora capacidade, capaz de permitir que criemos empatia com os seres humanos cujas experiências nós nunca compartilhamos.

Uma das maiores experiências de formação da minha vida precedeu Harry Potter, apesar de ter influenciado muito no que escrevi nos meus livros. E essa revelação veio na forma de um dos meus primeiros empregos. Apesar de estar escrevendo histórias durante o meu horário de almoço, eu paguei o aluguel nos meus 20 e poucos anos trabalhando no departamento de pesquisa da África na Anistia Internacional, nos arredores de Londres.

Lá, no meu pequeno escritório, eu li cartas contrabandeadas para fora dos regimes totalitários por homens e mulheres que se arriscaram para informar ao mundo o que acontecia a eles. Eu vi fotografias, daqueles que desapareceram sem deixar rastro, enviadas para a Anistia por familiares e amigos desesperados. Eu li o testemunho de vítimas de tortura e vi imagens das suas lesões. Eu abri manuscritos de testemunhas oculares de julgamentos e execuções sumárias, de seqüestros e estupros.

Eu nunca me esquecerei de uma vítima de tortura, um africano não mais velho do que eu na época, que havia ficado mentalmente doente depois de tudo que passou na sua terra. Ele tremia incontrolavelmente ao falar para uma câmera de vídeo sobre a brutalidade que sofreu. Ele era bem mais alto que eu, mas parecia frágil como uma criança. Eu recebi a tarefa de escoltá-lo de volta para estação depois de tudo e esse cara, cuja vida havia sido destruída pela crueldade, segurou a minha mão com toda a cortesia e me desejou felicidade futura.

E pelo tempo que viver vou me lembrar de andar por um corredor vazio e de repente ouvir, por trás de uma porta fechada, um grito de dor e horror como nunca ouvi antes. A porta abriu e um companheiro de trabalho colocou a cabeça para fora e me pediu para correr e preparar uma bebida quente para o jovem sentado com ela. Ela havia acabado de dar a ele a informação de que, em retaliação por suas declarações contra o regime do seu governo, sua mãe havia sido executada.

Ao contrário de todas as outras criaturas do planeta, humanos podem aprendem e entender sem ter vivenciado. Eles conseguem se colocar no lugar de outras pessoas. Esse é um poder, como a magia da minha ficção, que é moralmente neutro. Alguém pode usá-lo como uma habilidade para a manipulação ou controle, assim como para entender e simpatizar.

E muitos preferem não exercer a imaginação. Eles escolhem o conforto de se manter nos limites da sua própria experiência, nunca se preocupando em imaginar como seria se tivesse nascido em outro lugar, outra circunstância. Eles podem se recusar a ouvir gritos, eles podem fechar suas mentes e corações para qualquer sofrimento que não os toca pessoalmente; eles podem se negar a saber.

Eu posso ficar tentada a invejar as pessoas que conseguem viver dessa forma, exceto pelo fato de que não acho que elas tenham menos pesadelos do que eu. A escolha de viver desse jeito leva a uma forma de agorafobia mental e isso traz o seu próprio terror. Eu acho que pessoas sem imaginação vêem mais monstros. Eles costumam ter mais medo.

Mas quanto vocês, graduados de Harvard de 2008, provavelmente tocarão a vida de outras pessoas? Sua inteligência, sua capacidade para o trabalho duro, a educação que vocês mereceram e receberam, lhes dão um status único e responsabilidades únicas. Se você optar por usar seu status e influência para elevar sua voz em prol daqueles que não têm voz; se você escolher identificar não apenas com os poderosos, mas com os sem poder; se você preservar a habilidade de se imaginar dentro da vida daqueles que não possuem as suas vantagens, então não serão apenas suas orgulhosas famílias que celebrarão sua existência, mas milhares e milhões de pessoas cujas realidades você ajudou a mudar. Nós não precisamos de mágica para mudar o mundo, nós já carregamos todo o poder que precisamos dentro de nós: nós temos o poder de imaginar melhor.

Eu já estou quase acabando e tenho mais uma esperança para vocês, algo que eu já tinha aos 21 anos. Os amigos com os quais sentei no dia da minha formatura têm sido meus amigos para a vida. Eles são os padrinhos dos meus filhos, as pessoas a quem procurei em momentos difíceis, pessoas que foram legais o suficiente para não me processarem quando coloquei seus nomes em Dementadores. Na nossa formatura nos unimos por nosso grande carinho e pelas experiências compartilhadas em um tempo que não voltará.

Então hoje, desejo nada melhor do que amizades similares. E amanhã, espero que mesmo que vocês não lembrem de uma única palavra minha, vocês lembrem daquelas de Sêneca, outro desses romanos antigos que eu conheci no corredor dos Clássicos, em busca de sabedoria antiga.

Como um conto, assim é a vida; não quão longa é, mas quão boa é, é o que importa.

Eu desejo a vocês grandes vidas. Muito obrigada”.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Entre o algoz e o guerreiro

Curiosa figura que se envaidece e se boicota. Estranha criatura que mesmo diante de um caminho que sabidamente leva à dor e ao sofrimento é capaz de repetir o percurso, ainda que com novas trilhas à frente. Exótico personagem que precisa do confronto com o que incomoda para ser capaz de enxergar o nirvana dos dias bons. Intrigante elemento que sedia em si a batalha cotidiana entre o algoz ferrenho e o imbatível guerreiro.

De quem estou falando? De mim e de você. Daquele ou daquela que dorme ao seu lado. Do que senta na cadeira da frente, que caminha na rua, que trabalha na mesa de trás. Daquele que, como nós, é capaz de buscar a rua sem saída mesmo quando nosso GPS protetor acende a luz vermelha de alerta e nos lembra sobre para onde aquela escolha nos leva. Daquele que, como nós, precisa mergulhar no poço escuro dos pensamentos ruins e sonhar todos os sonhos equivocados, dando a eles um roteiro completo, com começo, meio, fim, cenário, iluminação e personagens, para ser capaz de viver o prazer bom de simplesmente abrir os olhos e perceber que tudo era tão somente um sonho. Daquele que amarga a construção de um arranha-céu de desculpas para não fazer aquilo que lhe faria bem, mas que se feito tira a possibilidade de viver a sensação efêmera do ter pena de si mesmo.

É realmente curioso que precisemos tanto do erro, do equívoco, do tropeço para sermos capazes de despertar em nós mesmos o guerreiro soberano que nos protege e se faz forte frente ao algoz que construímos. Que precisemos tantas vezes nos travestir de personagens cujas roupas nos apertam, espetam, desconfortam para entender que não fomos escolhidos para essa peça, que estamos no teatro errado, que o diretor nem mesmo nos quer ali. Que precisemos do incômodo do olhar atravessado, da mal querência do outro, da ausência de prazer e realização para sermos capazes de reagir, tomando as rédeas do nosso próprio percurso e encontrando o lugar onde podemos ser aquilo que nosso guerreiro nos lembra: somos protagonistas de nossas próprias vidas.

Copiar é da natureza humana e errática. É copiando que aprendemos a andar, que entendemos a dinâmica do fazer força para levantar após a queda, independentemente dos arranhões que fazemos nascer nos joelhos. Mas é crescendo que entendemos que poder andar com as próprias pernas é também o início da grande aventura onde as escolhas são também a trilha para o encontro com nosso algoz ou nosso guerreiro.

Não há guerreiro imbatível, mas não existem algozes super-poderosos. Não nascemos com um DNA desenhado para a vitória eterna, mas também não trouxemos cravada em nossos gens a kriptonita que nos fragiliza e impede nossa reação. Carregar a pedra verde dentro do bolso e fazê-la razão para que nosso guerreiro se intimide diante do algoz Lex Luthor é também uma escolha. Sim, somos todos estranhas criaturas, exóticas figuras, estranhos personagens que precisam do algoz para fazer despertar o guerreiro que existe em nós.

Importante é não esquecer que nessa contenda não existe platéia, não existem jurados, não existe nem mesmo um código de leis. Somos nós com nós mesmos. Se é assim, porque precisamos do algoz para nos fazermos guerreiros?

Um sexta-feira de sol e luz para todos! Beijo Grande!!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Para comemorar: Morango com Champanhe

Desta vez a festa foi para a minha irmã, que fez aniversário no último domingo, dia 13 de junho. Para comemorar, morango com champanhe no final da tarde domingo! A idéia foi dela, por sinal, que idéia! Achei fantástico o tema que ela criou para comemorar o próprio aniversário, nada neste mundo seria mais a cara dela!

Fernanda e mamãe partiram para o supermercado na própria manhã de domingo, comparam as garrafas de champanhe, morangos graúdos, uvas, açúcar cristal, pimenta dedo de moça, creme de leite e chocolate meio amargo. Depois seguiram para a padaria Pão e Cia e escolheram alguns tipos de pães, como pão italiano, baguete com gergelim, pão de provolone, pão australiano dentre outros, para preparar uma cesta nos moldes da que compramos para o aniversário da minha mãe.

Separei uma taça grande de servir, para colocar as frutas, coloquei sobre um prato quadrado branco. Colocamos as uvas, deixando que os cachos caíssem pelo lado de fora da taça. Salpicamos com alguns morangos bem vermelhinhos. Para enfeitar copinhos de cachaça com velas azuis dentro. Tudo isso disposto bem no centro da mesa, afinal este era o item mais importante da mesa.

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Minha irmã, minha mãe e minha tia, arrumaram a cesta de pães, colocaram os patês nos pratos e regaram com geléia. Colocamos isso na lateral, junto com potinhos metálicos com mix nuts. No outro canto, elas colocaram as duas tortas deliciosas da Tati tortas - uma de morango com chocolate branco e outra de brigadeiro com nozes – combinação perfeita com champanhe!

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Para decorar as taças usei um mexedor de drinks no mesmo tom de azul das velas e espetei um morango bem vermelhinho em cada um deles. Além de dar um efeito super bonito dentro da taça, deixou um gostinho especial no champanhe. As taças ficaram perto da cesta de pães ornamentando a mesa e ao mesmo tempo de fácil acesso aos convidados.

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Outra idéia da Fê, foi colocar uma panelinha de fondue de chocolate na mesa, para que os não iniciados comesses as frutinhas mergulhadas em chocolate. Preciso dizer que foi sucesso total e que não sobrou uma só gota de chocolate para contar a história? Para esta receita de fondue de chocolate, usamos uma barra de chocolate meio amargo de 200g, uma barra de chocolate ao leite 200g e uma caixinha de creme de leite. É só misturar tudo e colocar na panelinha especial para fondue de chocolate.

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Para adocicar ainda mais toda a comilança, minha irmã adaptou uma idéia que viu em uma de suas viagens por aí, a idéia original era fazer caipirinha com açúcar cristal batido com pimenta dedo de moça, no nosso caso, como a nossa noite seria de “Morango com Champanhe” resolvemos preparar o açúcar batidinho com a pimenta dedo de moça e disponibilizar em um potinho, para quem quiser molhar os seu morangos nesta mistura. Eu fiquei meio cabreira e super curiosa com o que acharia do sabor, mas posso garantir, ficou MARAVILHOSO!!!!! Acho que o ardidinho da pimenta abre as papilas gustativas e torna o gostoso das bolinhas do champanhe ainda mais prazeroso.

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Fica aí a minha dica para a sua próxima festinha, se você nunca pensou em comemorar um dia importante fazendo um brinde de Morango com Champanhe, agora você já sabe como fazer um evento charmoso e sem muita complicação. Eu tenho certeza, seus convidados vão adorar!

Beijos e até semana que vem!

assinatura lúcia

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Resultado Concurso "Um Amor de Foto" [editado]


Aqui estou eu com a difícil tarefa de divulgar a foto vencedora do concurso!

Foram 60 fotos lindas e 10 melhores fotos. Qualquer uma das 10 que ganhasse estaria representando muito bem o concurso. Eu mesma confesso não ter conseguido escolher uma preferida. No  meio delas pessoas queridas que conheço pessoalmente, virtualmente ou até mesmo que conheci agora no concurso, mas que de alguma forma cativaram pelas frases que mandaram, pela quantidade absurda de vezes que olhei as fotos... rs. Olhei tantas vezes que pareço íntima de cada casal! rs. É, eu tenho dessas coisas!

Mas enfim, vocês me pouparam da tarefa de escolher uma melhor e o fizeram por mim! No resultado é claro que conta além da beleza da foto e do gosto da audiência aqui do Criative-se, a campanha que cada concorrente faz entre os amigos e familiares, né? Então o resultado é um misto dos dois pontos!

Nesse concurso tivemos um resultado diferente! Tivemos 2 primeiros lugares!! Sim, 2... porque?

Pela enquete a ganhadora é a Julie Costa! Foto linda, foi votada por todos aqui do juri de Criativas e liderava o concurso alternando com outras 2 concorrentes! Talvez fosse realmente o primeiro lugar se um de seus cabos eleitorais não fosse tão espertinho e usasse um artifício tecnológico para burlar o sistema e votar várias vezes na mesma foto! Julie acabou sendo prejudicada com a "ajuda"que o seu amigo quis dar e não vai poder levar o prêmio. Eu e ela trocamos alguns emails e além de reprovar a atitude do amigo entendeu perfeitamente a postura de nós aqui do Criative-se.



Julie escreveu algo que expressa exatamente o que penso desses concursos todos que gosto de promover aqui no Criative-se: 
"... não mandei a foto para ganhar, sim para dividir com todos a alegria que sinto sempre que olho para a ela. Para mim, ela sempre será a mais linda, independente do julgamento alheio."   [Julie Costa]
E isso prova seu espírito esportivo e desejo de participar acima de tudo. E nesse caso, mostrar pro mundo o seu amor!!

Então, desde sexta-feira o primeiro lugar oscilou entre duas fotos! Flavia Mergulhão e Natália Resende! Nossa, que difícil! Eu que fico acompanhando voto a voto os concursos vi cada hora uma na frente e a diferença foi tããão pequena...13 votos!

E a vencedora é...

Natália Resende!!!!! E sua foto "Jump!"


Parabéns, Natália!!! Sua foto é linda!! Aproveite seu kit delicioso, em todos os sentidos, que a Quitandoca preparou, divida o brigadeiro com seu amor, nada de comer sozinha e desfile essa necessaire fofa por aí! Quando chegar, mande uma foto pra mim que vou publicar por aqui, ok?

E a todas as concorrentes e finalistas meus parabéns (e muito obrigada!!!!) também pelo desejo de participar e pelas imagens lindas, emocionantes, amorosas, sensíveis, divertidas.... teve de tudo, né??

Agora, chega de Blá, blá, blá.. vamos ver o slide??

Como sempre escolher a música foi uma tarefa difícil. Recebi várias dicas pelo email e nos comentários! Baixei todas. Escolhi uma. Mas ela era curta demais. Foi quando lembrei de uma música que adoro e que tinha uma duração bem adequada! Dou um doce pra quem acertar de onde é essa música! ;))

 Lucky man... não são todos esses que aparecem aí no vídeo?? Todos lembrados por suas companheiras e no meio de tantas mulheres apaixonadas, temos um homem apaixonado, que mandou a foto com o intuito de homenagear seu amor!!! Parabéns pela iniciativa, Leomax! Que sirva de exemplos para muitos outros, nós mulheres adoramos essas demonstrações de afeto!

 

Então? De que filme é a música?? Respondo nos comentários! srsrsrsrsrs. Vamos ver quem acerta!

Fico aqui torcendo pra que tenham gostado. Fiz com muito carinho, como sempre! E aproveitei pra testar um novo programa de slides, por isso o lembrete de trial no slide... mas isso não compromete, não é?

Eu volto aqui como leitora nas próximas 4 semanas. Vou dar uma descansada de Criative-se nesse período. Riscar um item da minha lista de afazeres por 4 semanas. Me dedicar ao meu blog profissional, postar coisas atrasadas, lá! Ter um pouco mais de ócio criativo, se isso for possível, e tentar trazer novidades pra vcs! Dia 14 de Julho tô de volta!!

E pra fechar, um obrigado mais que especial pro Quitandoca, representada pela Glau! Um doce de menina, literalmente... rs... que ofereceu o prêmio e fez essa premiação mais doce!

Glau, sem palavras! Amei a parceria! Sucesso sempre no seu negócio e ainda estaremos juntas muitas vezes, pode apostar! Conte comigo pro que precisar!

Bjks, Beta

Pessoal, vocês viram nos comentários???
A Glau, do Quitandoca resolveu premiar os 2 primeiros lugares!!! Julie e Natália ganharão brigadeiros! srsrsrs.
Glau, valeu por mais essa! ;))


sexta-feira, 11 de junho de 2010

Porque hoje é dia de Copa do Mundo!!!

Ufa...finalmente chegou! Hoje é o dia que, se pudesse, decretaria como aquele que marca o início das minhas férias compulsórias de quatro em quatro anos. No terreno dos meus esportivos sonhos - porque tenho tantos sonhos que eles são divididos por segmentos - assistir ao vivo, em Paris, o Torneio de Roland Garros, acompanhar uma Olimpíada inteira e ficar 30 dias em casa assistindo integralmente todos os jogos da Copa do Mundo são objetivos que busco. Pode até parecer insano para alguém. E até acho que deve ser, mas é que quando o assunto é futebol não podemos dispor nem mesmo das pequenas doses de insanidade. É bom demais torcer e vibrar pela grande jogada, pelo passe perfeito, pelo delírio episódico do instante em que a bola cruza a trave e esbarra na rede fazendo do baticumbum do coração a mais refinada sinfonia. Ah..quero férias de 30 dias para assistir toda a Copa do Mundo. Um dia chego lá!

Mas hoje começa a Copa da África do Sul e embora não vá conseguir acompanhar todos os jogos - é impressionante como desde ontem o mundo está me procurando para marcar reuniões, discutir assuntos importantes, fechar negócios; será isso uma ação engendrada e coletiva na direção do tirar o meu sossego e atenção na direção da bolinha, das 48 pernas que serpenteiam transformando corridas, passes, embates no fantástico malabarismo que nos leva ao gol? - vou estar torcendo muito.

Pelo Brasil, inclusive. E digo inclusive porque independente da minha antipatia filosófica com o comando da seleção brasileira, capitaneado por Dunga e Jorginho, acho que atingi na Copa de 2010 o ápice da maturidade futebolística: não me sinto mais obrigada a só torcer pelo Brasil. Não sei em que momento que permiti essa abertura cósmica na minha história de amor e prazer pelo futebol, e sei também que essa abertura ainda não chegou na grande parte da qual sou formada e que é colorida pelas benções rubronegras da família Flamengo, mas parto para essa Copa do Mundo plena da certeza de que meu prazer futebolístico rasgou as amarras da emoção que rompe a sequência dos íons e provoca a grande explosão emocional tão somente dirigida a uma única camisa.

Vou torcer pela Espanha também, e pela Inglaterra e, como amo o bom futebol, pelo absurdo talento dos hermanos Messi e Milito. Quero que o Drogba se recupere, que o Robben esteja vestindo a camisa laranja da Holanda e que o Pirlo não fraqueje na hora em que o time italiano precisar. Quero que os belos e os feios possam fazer bonito porque há magia, e dança, e música e encantamento naquele pentagrama perfeito que os pequenos e grandes toques na bola fazem desenhar pelo gramado verdinho de um campo de futebol.

Ontem, tomando café com a minha amiga Jane, falamos de Copa do Mundo e concluímos as duas que, dentre as tantas afinidades que nos unem, somos artífices de um bem comum: nascemos em anos de Copa do Mundo. Eu então inaugurei a série histórica de vitórias do Brasil na competição: nasci em 1958, ano em que o Brasil conquistou o seu primeiro título. E ela em 1970, ano do terceiro campeonato brasileiro e a Copa do Mundo que marca o meu envolvimento maior com a ideia de vibrar e torcer pelo futebol do país. Somos de sorte...também por isso. Lembro da Copa de 74, na Alemanha, quando a televisão colorida chegou na minha casa; e da Copa de 78, quando na Argentina não pude ser capaz de conter as lágrimas ao acompanhar a vergonhosa vitória argentina sobre o Peru, resultado que desclassificou o Brasil; e da Copa de 82, quando a mágica equipe onde o meu grande ídolo, Zico, brilhava, perdeu para a Itália.

Ok. Vou parar por aqui. Se não continuaria contando de minhas histórias, referências e emoções de cada uma das Copas que acompanhei. Mas hoje é dia de Copa do Mundo na África do Sul e sob as benções plácidas de Mandela, vou começar a nova aventura, que em breve também se transformará em história para mim. Só posso garantir que a vuvuzela não vou tocar. Acho aquilo insuportável. E sim, vou conferir os jogadores que o álbum da Copa do Mundo - eu completei!!! - disse que fariam parte de cada seleção. E vou checar diariamente o bolão da Copa que organizo. E falar do assunto com todos aqueles que curtem muito, ou pouco, ou nada. Futebol também é destrambelho. E mantida a serenidade de fazê-lo forma de prazer e emoção, sempre vale a pena.

Sexta feira de emoções para todos. Sejam elas quais forem. Beijo Grande

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Você já comeu comida russa?

No último fim de semana, viajamos com meus pais para Teresópolis, cidadezinha serrana super pitoresca, que freqüento desde que era recém nascida. O objetivo da viagem, conhecer o único restaurante de comida russa do Rio de Janeiro.

O Dona Irene foi fundado em 1964 por um casal de siberianos que veio morar no Brasil aos 70 anos. O restaurante deu início a sua história servindo apenas uma mesa e hoje já é um enorme casarão que cria diversos ambiente aconchegantes em suas salas reservadas.

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O atual dono do restaurante, foi o braço direito do siberiano Michael durante toda a sua saga, hoje o simpático senhor nordestino toca o negócio com maestria, fazendo questão não apenas cumprimentar todos os clientes, mas de sentar em cada uma das mesas para degustar junto conosco a vodka produzida por eles e nos contar em detalhes toda a jornada desta família russa no Brasil.

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O tradicional jantar russo, é servido em 4 etapas. A primeira delas é a dos ZAKUSKIS, que significa “pequenos bocados”. Nesta fase do jantar, são servidos: caviar, salmão, patês, saladas e outras coisinhas mais. Os Zakuskis destinam-se a acompanhar os cálices de vodka caseira que é servida em garrafa congelada aos visitantes. A tradição russa, diz que existem 3 regras básicas para se beber a vodka: 1 – Nunca beber sozinho; 2 – Nunca beber sem comer algo logo depois; 3- Nunca toma-la em pequenos goles ou misturada com gelo ou tônica, mas de uma vez só! Claro que nós, não iniciados, não conseguimos cumprir as regras e tomamos nossa dose bem aos pouquinhos.

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Na segunda fase do jantar, é servida a sopa BORSHT, feita de beterraba. A deliciosa sopa, – ponto alto do jantar na minha opinião – vem acompanhada de bolinhos chamadas PIROZHKIS, igualmente deliciosos. A seguir são servidos diversas entradas quentes como asa de frango gratinadas, panquecas de camarão e suflê de berinjela.

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Na terceira fase, servem-se os pratos quentes, que devem ser escolhidos na hora da reserva. Nós que somos carnívoros, nos dividimos entre as opções de carne vermelha, que eram: Filé Mingnon a moda russa, que é servido comchampignons e molho picante de creme de leite. A outra opção foi o Beef Stroganoff, que é o mais famoso prato russo, mas tem o sabor bem diferente do que estamos acostumados.

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Na quarta e última fase da nossa noite gastronômica, são servidas as sobremesas, nós escolhemos uma de cada, assim pudemos provar e aprovar cada um dos doces sabores da culinária russa. Destaque especial para o Supremo de nozes com chocolate, que é simplesmente imperdível! Também provamos a charlote russa, o pavê de pitanga e as panquecas flambadas no conhaque.

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Encerramos a note com café quentinho, artesanalmente coado em filtro de pano, para nos aquecer do frio que faz naquela cidade.

Foi bom demais conhecer o D. Irene, não apenas pela deliciosa culinária, nem apenas pelo atendimento de primeira, mas porquê quando estamos em família, celebrando e brindando a vida, tudo tem um sabor especial!

assinatura lúcia

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