sexta-feira, 30 de julho de 2010

Não somos moscas!!!

Estávamos reunidos na sexta passada, batendo papo e bebendo um bom vinho espanhol quando meu cunhado cobrou: "Como é que uma mulher tão articulada e idealista como você não escreveu nada sobre essa moça que desapareceu e como todos a têm julgado". Na hora senti o peso da indagação, até porque tinha lido na mesma semana uma matéria na revista IstoÉ onde a promotora de Justiça Luiza Eluf, especialista em crimes contra mulheres e homicídios passionais, afirmava de forma contundente: "Matam-se mulheres feito moscas no Brasil".

Não é necessário mais discorrer sobre casos aos quais os holofotes da imprensa apontam, fazendo-os mais do que crimes horríveis, o navegar grandiloquente sobre a barbárie. Mas é curioso e triste perceber o quanto a menos valia da mulher é a corda de defesa não apenas dos criminalmente envolvidos, mas de um número muito grande de homens e - pasmem - de mulheres também.

Certamente você que me lê ouviu expressões como: "Mas isso é Maria Chuteira"; ou "Essa mulher fez filme pornô"; ou "Ela só queria dar o golpe da barriga"; ou "Essa garota não presta"; ou "Conheceu o cara numa orgia"; ou "Transou com três caras na mesma noite"; ou ainda "Essa garota é puta". Como se todas essas circunstâncias, acontecimentos, características ou mesmo escolhas pudessem ser a explicação plausível ou a justificativa mórbida para que a ela fosse imputada a sentença do "pode" ou "deve" morrer.


Horrível imaginar que seres humanos pensam assim. Talvez mais triste ainda constatar que mulheres pensam assim. Mulheres que vivem num país onde, segundo Mapa da Violência 2010, estudo feito pelo Instituto Sangari e baseado nos dados do Sistema Único de Saúde, uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil. Pensem como estamos na contramão da história: em nosso país morrem mais jovens do que velhos, a grande maioria em circunstâncias de violência urbana, literalmente assassinados e, para a maioria absoluta da população, mulheres que estão nas camadas mais baixas da sociedade, ou que escolheram viver e sobreviver através de seu corpo, ou que optaram pelo direito soberano de exercer sua liberdade de escolha com a multiplicidade de parceiros, são simplesmente lixo. E lixo se descarta, se joga fora, se chuta, se corta em pedaços.

O culto do desrespeito à mulher ainda está profundamente arraigado em nossa machista sociedade. Tão machista que arregimenta mulheres em sua defesa e nos faz a todas vulneráveis à sanha daqueles ou daquelas que se julgam donos de alguém. Ou ricos o suficiente para estar acima da lei. Cá entre nós que nem precisa ser rico assim. Como disse a promotora Luiza Eluf na reportagem da IstoÉ, quando perguntada sobre o peso da classe social do agressor na violência contra a mulher, "não é uma questão econômica, é cultural. É um padrão de comportamento. Em todas as classes sociais os homens batem nas mulheres. O jornalista Pimenta Neves não sabia que não podia matar a Sandra Gomide? Ele fez isso porque passava fome quando era pequeno ou porque apanhou dos pais? Não, fez isso porque é machista. Eles não temem a punição? Não, porque não veem o Estado funcionar. Homicida passional não se incomoda nem de deixar os próprios filhos na orfandade. No Brasil, matam-se mulheres feito moscas."


Leis são fundamentais no Estado de Direito. Mas culturalmente precisamos acreditar nelas e fazê-las acontecer. Juizes, promotores e a polícia também são parte do extrato da sociedade. Se estes não compreenderem sua importância no processo de evolução, de transformação de uma sociedade machista e doente em direção à percepção de que somos cidadãos com direitos e deveres, não adianta ter Lei Maria da Penha ou uma Constituição que pune a discriminação contra a mulher. São estas que enfrentam a dor e a humilhação de expor suas marcas em uma delegacia, ou no seu trabalho, diante de seus pais e filhos, buscando a salvaguarda de uma justiça que parece não vê-las, quiça protegê-las. Mais fácil é taxá-la das chulas expressões, colocá-las literalmente à margem, fazendo-as marginais quando do outro lado há um marginal atirador, ou usurpador, ou dono de uma mão tão pesada quanto cruel.

Não podemos aceitar a condição de moscas. E gritar contra isso é defender a todos nós, homens e mulheres.


Beijo. Até a próxima sexta!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Festa Junina

Como contei a vocês no meu último post, a semana passada foi dedicada à preparação de uma festa junina. Na verdade, eu, Priscila, Bianca e alguns outros amigos festeiros, resolvemos produzir uma festa, aproveitamos o clima de roça que nos invade nos meses de junho e julho para definir o tema da festa.


Começamos os preparativos na semana anterior, eu fiz a arte e imprimi, marquei um encontro na minha casa para começar os trabalhos. Juliana e Rafa cortaram a arte enquanto eu e Pri enrolamos os docinhos. As meninas estão querendo me matar até agora por conta das mil voltinhas que tiveram que fazer com a tesoura.


O trabalho duro de verdade começou na última sexta, quando nos reunimos (eu, Pri e Bianca) lá em casa para começar a cozinhar e preparar a decoração. Fizemos cupcake de milho recheado com goiabada, cupcake de cenoura com recheio de brigadeiro e cobertura de chocolate, mini cupcake de coco, copinho de brigadeiro com paçoca, copinho de goiabada com queijo e copinho de doce de leite com coco. Os bolinhos saiam do forno e nós provávamos e aprovávamos as delícias quentinhas. Enquanto nós ralávamos na cozinha, a criançada aproveitou para brincar pela casa e desenhar muito, os bebês por sua vez engatinhavam pelo chão, a única estática sentadinha era a minha pequena Duda, coitadinha a caçula desta turma.


No sábado, as meninas foram lá pra casa ainda de manhã, dedicamos o dia acertar os detalhes da decoração. O dia de pensar e criar é sempre a melhor parte para todas nós. Aproveitamos dois vasinhos de cerâmica que a Bi usou na festa da Juju, para espetar florzinhas de forminha que prendemos com ilhós no meio e escrever as palavras “festa” e “junina” com palitos de pirulito, que foram devidamente enfeitados com laços de fita. As colheres que seriam usadas nos copinhos também ganharam este mimo, colocamos um laço em cada colher e utilizamos uma cor para cada tipo de doce. Ainda deu tempo de criar um móbile feito com forminhas em forma de flor, que costuramos uma na outra com fio de bordado. De tudo eu acho que deu o maior trabalho foi enfiar a fita nas bandeirinhas. Achei que não ia acabar aquilo nunca mais!


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O domingo chegou e uma ansiedade imensa me invadia antes das 8 da manhã. Fui para a casa da minha mãe e comecei a montar a festa. Comecei arrumando as mesas dos convidados e a área das crianças, usamos as tolhas que a Carol fez para a festa da Malu, as esteiras e as almofadas que usamos no chão também são dela, na minha opinião estas esteiras no chão para as crianças dão um charme enorme a festa. Depois de organizar o grosso, passei a tolha da mesa a ferro (me queimei com o ferro – coisa de dona de casa prendada) e colei o fundo branco com dupla face.


As meninas chegaram por volta de meio dia, conforme o combinado e começamos a decorar a mesa. Colocamos primeiro os cups e mini cups, depois a Bi começou a preencher os vazios com as latinhas e os matinhos, tudo aproveitado da festa da Juju (vocês ainda vão ver estes elementos em muitas festas que vamos publicar por aqui), colocamos as cestinhas com os doces e completamos a mesa com os docinhos enrolados e de copo, todos milimetricamente posicionados. Posicionamos na parede, a arte com as letrinhas das palavras “festa junina”, penduramos as bolotas verdes do teto com fita vermelha e colocamos as bandeirinhas. Para o cenário de chão usamos alguns chapéus de palha desfiados, o que eu achei que deu um efeito lindo!


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Como somos exageradas, sobrou muito cupcake e muito docinho, por isso improvisamos uma mesa anexa em cima do bar. Forramos com uma toalha branca e cobrimos parte com uma sobra de tecido xadrez que estava por lá dando sopa. Aí colocamos todos os quitutes que não couberam na mesa, inclusive a cocada que a Maria fez que estava simplesmente fabulosa! A cocada foi servida dentro do chapéu de palha. Para enfeitar o teto, colocamos fizemos uma cortina com os móbiles que de forminhas de flor que costuramos com linha de bordado, ficou lindo balançando com o vento.


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Terminamos a tempo! Ainda conseguimos tirar uma foto juntas, sentadas em uma das mesas, antes que os convidados começassem a chegar.


Nossa festa foi boa de mais, mas confesso que estou com as pernas doendo até agora por conta de tanto trabalho! Apesar de todo o cansaço, ver as fotos (que infelizmente não foram da Beta) de tudo tão lindo, me faz pensar no próximo evento...


De toda a alegria daquela noite de domingo, o que me deixou mais feliz, foi poder ter ao meu lado amigos queridos, amigos que fiz em diversas fases da vida, amigos de vieram de lugares e momentos diferentes, mas todos ali, juntos e integrados, como se já se conhecessem. O clima da festa estava muito gostoso, clima de festa de família mesmo! Obrigado pela presença de cada um de vocês!


Também quero deixar aqui um agradecimento especial a Priscila e a Bianca, idealizadoras e realizadoras desta festinha, sem elas nada disso teria acontecido! Meninas, obrigada por tudo!

Aos amigos que acompanham esta farra só de longe, pela tela do computador, o meu muito obrigado por ler o que eu escrevo e por gostar de tudo o que nós aprontamos. Espero que mesmo de longe, as imagens tenham permitido a vocês curtir um pouquinho da nossa festa. Beijos e até semana que vem!


quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ensaio de Casal e MTV na Rua

Afff... eu tô num frenesi louco!! Julho está sendo um mês cheio! Semana passada nem consegui vir aqui postar, peço desculpas! Fiquei fora terça e quarta, sem ter como entrar na internet pra deixar um recadinho que fosse pra vcs! Sorry!

Meu blog tb está um abandono só! Mas atualizo até o fim da semana!

Hoje vou postar uma sessão mega importante! Ela foi fruto do concurso de fotos que fiz aqui no fim do ano, Um amor de foto. E a vencedora foi a Flávia Gripp. Amiga querida, não podia ter casal melhor pra fazer a minha primeira sessão de fotos de casal (não grávidos). Eles são todo apaixonadinhos e adoram fotos! suas fotos são sempre lindas e criativas! O resultado? Um dia de domingo lindooooo e gostoso com direito a almoço e tudo! O dia parece ter sido escolhido a dedo! e tudo correu bem! Cliquei até eles não aguentarem mais! E tive a sogra da Flavinha como minha assistente de iluminação... e ela foi perfeita na função. Já reservei a data dela pra alguns ensaios! ;))

Tem muuuita foto!! Hoje no post só vou colocar algumas! Vou fazer dois posts maiores lá no blog pra abranger mais fotos! Tô num período de entrega de trabalhos aqui e não consegui separar todas as fotos! Sei que vcs entendem apesar de ficarem se roendo pra verem mais, né? rsrsrs

Vamos às fotos!


Prontos pra sessão!!! Luzes, câmera... AÇÃO!!

Então, gostaram??? Lindas, né? E posso falar uma coisa? Não queiram me bater, mas as outras são muuuuito mais lindas!!! Vai ser muuuito difícil ser sucinta na escolha das fotos! Aguardem mais fotos no post lá no blog ainda essa semana, ok??


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Ahh... precisava anunciar aqui que ontem saímos na edição do jornal MTV na Rua, que circula gratuitamente nas ruas de São Paulo e tb tem uma versão digital. A matéria foi pequenina, mas foi super gratificante sermos citadas na matéria! é um reconhecimento, junto com o carinho, visitas e comentários de vocês, a todo esforço e dedicação que empreendemos aqui!! Acreditem, dá trabalho, viu? rs Mas nós adoramos e não largamos o osso! ;)

Link matéria MTV na Rua

Obrigada a todos vocês que são o responsáveis por ainda estarmos aqui falando nossas abobrinhas! rs.

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